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Quarta, 19 de Novembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria -

Reforma Tributária: especialistas também criticam proposta

Não é só entre os secretários estaduais de fazenda que a proposta de reforma tributária do governo enfrenta resistências. Especialistas em tributação também não poupam o projeto de críticas e se mostram céticos em relação aos possíveis impactos positivos de sua aprovação.
– Se 80% dos secretários estaduais, que é quem está com a mão na massa, se mostrou contrário à discussão da proposta, é verdadeira loucura levar isso adiante agora – dispara o advogado tributarista Ives Gandra Martins.
O especialista também critica o momento em que o governo tenta aprovar a proposta. Segundo Ives, a imprevisibilidade dos impactos da crise financeira internacional torna perigosa qualquer alteração no sistema tributário.
– Isso devia ter sido feito em períodos de estabilidade que tivemos em anos anteriores. Hoje não sabemos qual será o nível de recessão da economia brasileira, o nível de desemprego. É um absurso mexer agora. Do JB On-line Clique aqui para ler mais

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Quarta, 19 de Novembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

Reforma Tributária

Comissão Especial da Reforma Tributária realizou na terça-feira (18) uma reunião para continuar a discussão sobre o parecer do relator, deputado Sandro Mabel (PR-GO). O parecer pode ser votado hoje, mas o deputado Paulo Bornhausen (Democratas-SC) acredita que essa reforma já deveria ter sido votada há muito tempo.

“O governo deveria ter enviado o projeto da Reforma Tributária em fevereiro de 2005, nos primeiros anos do governo Lula, e não agora, com a pressa de quem está saindo”, disse o deputado catarinense. Esse, segundo Bornhausen, foi um dos erros principais da Reforma Tributária.

De acordo com o parlamentar, a proposta ainda apresenta outro erro, definido por ele como “fatal”: a possibilidade do aumento da carga tributária. “Um aumento de carga tributária neste momento seria inaceitável”, afirmou. E, embora tenha elogiado o empenho do relator, lembrou que empenho nem sempre é o suficiente para definir a melhor situação para o País.

O deputado Luiz Carreira, dos Democratas da Bahia, também criticou o texto do relator. Carreira ressaltou que a luta contra a possibilidade de um aumento de carga é um dos princípios do Partido e que “o Democratas não vai abrir mão disso”.

A guerra fiscal entre estados, como sempre, foi lembrada durante o debate. Bornhausen embrou que concorrência fiscal deve existir. “Devemos organizar a concorrência, sem práticas fiscais predatórias”, enfatizou o catarinense.

Para Luiz Carreira, a criação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR) seria uma ferramenta para combater a guerra fiscal. “O País não tem, não o pratica e não dá nenhuma diretriz sobre uma possível política de desenvolvimento regional”, disse Carreira.

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Quarta, 19 de Novembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria -

Miriam Leitão: os piores números estão por vir

Panorama Econômico - Miriam Leitão

O descompasso entre a economia internacional e a brasileira leva a interpretações erradas. E pior: decisões erradas. As vendas do comércio em setembro foram altas e parecem confirmar a idéia de que somos inatingíveis. Não somos. As vendas de carros estão despencando, e isso faz Brasília reagir como se o país estivesse em recessão. Não estamos. Brasil e mundo vivem momentos diferentes da crise.
(…)
Ontem, o IBGE divulgou a Pesquisa Mensal de Comércio, mostrando que continuam aumentando as vendas do comércio varejista até setembro. Naquele mês, em São Paulo, por exemplo, o aumento sobre setembro do ano passado foi de 12,3% no volume de vendas, e o acumulado do ano no Estado foi de 13,9%. O Bradesco divulgou ontem que o crédito à pessoa física termina o ano com alta de 14,5%. Nada é crise, mas é retrato do passado. Para o CSFB, em outubro, as vendas de varejo serão negativas, como já aconteceu com vendas de carros, que caíram 2,1% em relação a outubro de 2007. Em setembro, o crescimento comparado ao mesmo mês do ano passado havia sido de 31,7%.
Mas os dados de outubro da produção industrial vão assustar, porque mostrarão, segundo a MB Associados, os efeitos da “parada brusca” do quarto trimestre deste ano. Eles apostam num número negativo de 1,5% na comparação com setembro e de alta de apenas 1,2% em relação a outubro do ano passado.
(…)
Todo esse reforço de crédito que o governo tenta liberar para o consumo de veículos só faz retardar o lado bom de uma redução de demanda: a queda dos preços. Lá fora eles despencam tanto, que economistas discutem o risco de deflação. Aqui não há queda de preços. A MB prevê inflação dentro da meta, mas ainda alta, com menos espaço para reduzir mais a taxa de juros.
(…)
O ideal seria o governo ter estratégia, indicadores antecedentes e uma visão precisa da diferença de natureza da nossa crise e da deles; fugindo tanto da síndrome da marolinha quanto da síndrome do tsunami.

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Segunda, 17 de Novembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - , ,

Impostos pagos no Brasil ultrapassaram os R$ 900 bilhões hoje

A calculadora de impostos pagos no Brasil desde o início do ano ultrapassou a cifra de R$ 900 bilhões nesta segunda-feira, dia 17. O chamado “Impostômetro” da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) informa os tributos municipais, estaduais e federais pagos em todo o país.
De acordo com a ACSP, em 2007, esse montante tinha sido atingido somente no dia 27 de dezembro. Assim, neste ano a mesma quantia já foi paga 37 dias antes.

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Segunda, 17 de Novembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

Redução de impostos

VAMOS VER SE NO BRASIL O EXEMPLO É SEGUIDO…
A OCDE – Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económicos alertou ontem para o fato das economias desenvolvidas, entre as quais a da Zona Euro, deverem entrar em recessão no próximo ano e defendeu que são necessários cortes de impostos para ajudar a resolver a situação. Leia mais

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Segunda, 17 de Novembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

Empresas perdem mais tempo com impostos no Brasil

A mais recente edição do estudo Paying Taxes 2009, elaborado pelo Banco Mundial e a PricewaterhouseCoopers, revela que o Brasil é o País onde as empresas mais perdem tempo pagando impostos, com 2,6 mil horas por ano, informa o site InfoMoney.
No estudo, que englobou 181 países, o Brasil ficou em 181º lugar no ranking de horas gastas pelas empresas para ficar de acordo com a legislação tributária. Com os impostos referentes aos empregados, perde-se 491 horas por ano; com os tributos referentes à empresa em si, 736 horas; com os referentes ao consumo, 1.374 horas.
O documento destaca que pesquisas do Banco Mundial, realizadas com empresas brasileiras, revelam que 84% dos empresários consideram impostos, tributos e contribuições um obstáculo; já 66% identificaram as taxas administrativas, especificamente, como obstáculos.
Informações da revista Pequenas Empresas Grandes Negócios

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Quinta, 13 de Novembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

CSS poderá voltar ao plenário da Câmara ainda este ano

E O ABSURDO MAIOR. O GOVERNO LULA NÃO DESISTE! MESMO EM MEIO A UMA GRAVÍSSIMA CRISE E A MEDIDAS PROVISÓRIAS DESCABIDAS, AINDA TEM CORAGEM DE INSISTIR NA RECRIAÇÃO DA CPMF, COM NOME DE CSS!

O líder do PR na Câmara, deputado Luciano Castro (RR), confirmou ontem que irá propor ao plenário na próxima terça-feira a análise do último destaque da proposta que institui a Contribuição Social para a Saúde (CSS), imposto criado pelo governo federal para substituir a extinta Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). A oposição promete resistir e obstruir os trabalhos na Casa se a base aliada insistir em votar o destaque apresentando pelo DEM, que acaba com a base de cálculo do novo tributo. Informações da Gazeta Mercantil

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Quinta, 13 de Novembro de 2008

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MP 446 PREMIA “PILANTROPIA”

“O Congresso não pode aceitar esse absurdo. Essa MP premia a filantropia de fachada e promove uma renúncia fiscal de R$ 5 bilhões.”
Deputado Paulo Bornhausen (Democratas-SC), sobre a medida provisória editada pelo Planalto que renova o certificado de filantropia de entidades, muitas delas suspensas e sob investigação de irregularidades.

O deputado Paulo Bornhausen (Democratas – SC) afirmou nesta quarta-feira (12), na tribuna da Câmara, que o Congresso Nacional não pode aceitar a MP 446. “Trata-se de um absurdo, que pretende dar anistia a entidades que se fantasiam de filantrópicas para roubar o dinheiro público”, denunciou. “A MP 446 premia a falsa filantropia. Como afirma o procurador da República Pedro Antônio Machado, essa MP só beneficia a fraude e os fraudadores”, afirmou. Bornhausen disse que enquanto os deputados trabalham “aqui no plenário a sério, tentando aprimorar as medidas que o Brasil necessita para enfrentar a crise, é inadmissível que o Palácio do Planalto encontre tempo para promover um absurdo desse. É uma falta de respeito à nação, à justiça, ao Congresso Nacional, ao povo brasileiro”, enfatizou, para dizer que o Democratas não vai permitir que “essa insensatez se concretize”.

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Quinta, 13 de Novembro de 2008

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MP 443 DÁ SOCORRO A EMPREITEIRAS DO PAC

As empreiteiras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o setor de informática pegaram carona na Medida Provisória 443, que permite que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal comprem instituições financeiras, e foram beneficiadas na aprovação da MP ontem pelo plenário da Câmara. O líder do Democratas, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), protestou. “As empreiteiras que executam obras do PAC e que eventualmente fizeram maus negócios com outros setores não podem ser premiadas com dinheiro do contribuinte”, afirmou. Informações do Estadão.

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Terça, 11 de Novembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

BCs pedem cautela com gasto público

A QUESTÃO É URGENTE NUM MOMENTO DE PROFUNDA, E MANTEGA E MEIRELLES SEGUEM EM CONFLITO… E ENQUANTO ISSO, FICAMOS ESPERANDO SEM SABER O RUMO QUE O GOVERNO VAI TOMAR.

do Estadão
A posição é contrária à do ministro Guido Mantega, que defende o aumento de investimentos para estimular a economia

Reunidos ontem em São Paulo para o encontro bimestral do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), presidentes de bancos centrais deram as boas-vindas a pacotes fiscais como o anunciado domingo pela China. No entanto, fizeram a ressalva de que cada caso é um caso. Ou seja, a expansão dos gastos públicos para conter a desaceleração econômica deve considerar a situação de cada país.(…) O presidente do Banco Central (BC) do Brasil, Henrique Meirelles, observou que as decisões de política fiscal têm de ser adotadas em cada país, de acordo com suas necessidades. Em outras palavras, o risco de desaceleração econômica varia entre as nações.
A visão é conflitante com a do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e outros integrantes do governo Lula, que já defenderam o aumento do investimento público e uma política monetária menos dura como forma de estimular a economia brasileira. Esse diagnóstico considera que o maior risco para o País, hoje, é de desaceleração, e não de alta da inflação.

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Segunda, 10 de Novembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria -

EXÉRCITO:R$ 5 MILHÕES PARA LAND ROVERS

O Departamento Logístico do Ministério da Defesa empenhou (reservou em orçamento) R$ 5,1 milhões para a compra de 37 Land Rovers de diferentes modelos, todos tração 4×4. São 30 unidades do tipo Defender 130, cabine dupla, com teto de lona, por R$ 139,9 mil cada, cinco unidades Defender 130, cabine dupla, com teto rígido “na cor camuflada” por R$ 135,5 mil e duas unidades Defender 110 com teto rígido, também “na cor camuflada”, por R$ 132 mil. Esse é um dos destaques do “Carrinho de Compras” do site Contas Abertas, que vai mostrar também: aluguel de mini vans, compra de amaciantes, liquidificadores, canecas em porcelana, entre outros brinquedinhos… Clique aqui e saiba mais.

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Sexta, 7 de Novembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - , ,

Relatório da reforma pode recriar CPMF

CONFORME JÁ FALAMOS….

da Folha de São Paulo

Texto apresentado por Sandro Mabel exige aprovação por lei complementar

Esse tipo de lei exige apoio de 257 deputados e 42 senadores, quórum menor que o exigido para aprovar uma emenda constitucional

O projeto de reforma tributária que está em discussão no Congresso Nacional facilitará a recriação, caso o governo queira, de uma contribuição sobre movimentação financeira como a extinta CPMF (o tributo do cheque, que deixou de ser cobrado em 1º de janeiro deste ano) ou a CSS, que ainda tramita no Congresso. Além disso, abre caminho para a tributação de grandes fortunas.
O relatório apresentado pelo deputado Sandro Mabel (PR-GO) resolve as dúvidas jurídicas que hoje envolvem a tramitação da CSS. O texto exige que as contribuições sejam criadas por meio de lei complementar, que necessita de apoio de 257 deputados e de 42 senadores, quórum menor que o exigido para aprovação de uma emenda constitucional. Hoje, esse ponto é polêmico, e integrantes do governo defendem que a Constituição faz essa exigência apenas para novos tributos.

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Quinta, 6 de Novembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - , ,

Reforma pode criar dois tributos

É AQUILO QUE TODOS NÓS SABÍAMOS! SE APROVADA, A REFORMA TRIBUTÁRIA DO GOVERNO VAI RECRIAR A CPMF (A TAL CSS). OU SEJA: UMA REFORMA SÓ PRA AUMENTAR IMPOSTOS! 

Do Estadão

Substitutivo de relator prevê contribuição para saúde e imposto sobre fortunas; oposição reage

O substitutivo apresentado pelo deputado Sandro Mabel (PR-GO), relator da proposta de reforma tributária, permite a criação de pelo menos mais duas contribuições sociais. Uma delas poderá ser sobre movimentação financeira, em substituição à extinta CPMF, e outra sobre grandes fortunas. Pelo substitutivo, ambas poderão ser criadas por lei complementar.
Paralelamente à reforma tributária, a Câmara já aprovara em junho projeto de lei que tentava recriar a CPMF sob o nome de Contribuição Social para a Saúde (CSS). A proposta, contudo, acabou abandonada pelos governistas antes de ir ao Senado. É que contestação jurídica da oposição - que ameaçou levar o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF) - mostrou que, para existir, qualquer tributo precisa estar previsto na Constituição. O substitutivo de Mabel tenta, agora, contornar esse obstáculo - introduzindo na emenda constitucional da reforma tributária permissão para o governo criar contribuições por lei complementar.

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Quinta, 6 de Novembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

STF suspende gastos extras de R$ 1,6 bi do governo Lula

ESTA É UMA AÇÃO IMPORTANTÍSSIMA CONTRA O USO ABUSIVO DE MEDIDAS PROVISÓRIAS!!!

Da Folha de São Paulo
Medida provisória liberava créditos para os órgãos da União e para obras do PAC
Suspensão dos recursos vale para aqueles que ainda não foram utilizados; os que já foram, os ministros poderão considerá-los como ilegais
 O STF (Supremo Tribunal Federal) suspendeu ontem, por 6 votos a 4, gastos previstos em uma medida provisória editada em novembro do ano passado, que criou R$ 1,64 bilhão em despesas extras, até que a Corte analise o mérito da questão.
O tribunal analisou uma ação direta de inconstitucionalidade proposta pelo PSDB contra a MP, que chegou a ser aprovada pelo Congresso Nacional em abril deste ano. A legislação liberou crédito extraordinário para diversos órgãos e programas do Executivo, como o Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes), obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e até para as obras da transposição do Rio São Francisco.
A suspensão dos recursos vale para aqueles que ainda não foram desembolsados, valor que o Ministério do Planejamento não soube precisar. Aqueles que já foram gastos poderão ser declarados ilegais no julgamento do mérito da ação, segundo afirmou o ministro Ricardo Lewandowski.

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Quarta, 5 de Novembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria -

LULA: RECORDE DE 100 MIL BOQUINHAS

Do Blog Democratas
Só neste ano o governo Lula vai criar 85.924 novos cargos, segundo levantamento do PSDB. No primeiro semestre, foram 56 mil vagas para servidores públicos, além de 7,9 mil funções gratificadas e comissionadas. Do total de cargos criados, a expectativa é de que 10.375 sejam preenchidos em 2008 e 45.968 entre 2009 e 2012. Hoje, segundo dados do Ministério do Planejamento, o Executivo federal acumula 529 mil servidores civis em atividade, incluindo efetivos, temporários e comissionados. O número é 43 mil superior ao existente no início de 2003, quando Lula tomou posse, sem contar os demais Poderes, onde o acréscimo foi de 18 mil servidores.

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Quarta, 5 de Novembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - , , ,

Política tributária pode ser determinante em tempos de crise

Em seu último boletim o IBPT faz uma apresentação das propostas tributárias dos candidatos Obama e McCain para os EUA, e comenta que em meio à crise econômica o país sofre com a queda na arrecadação de impostos e lança a provocação: “Por que os candidatos pensam em diminuir a tributação sobre a renda das pessoas físicas e devolver-lhes dinheiro em forma de ‘refunds’ quando os estados e o governo estão enfrentando quedas na arrecadação? Afinal, no Brasil estamos acostumados com um governo que aumenta a carga tributária sempre que se vê em alguma dificuldade e os contribuintes acabam pagando por este aumento direta ou indiretamente”

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Quarta, 5 de Novembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

Trem “bão”

Do Klécio Santos (Diário Catarinensea)
Antes de mais nada, o governo precisa andar nos trilhos e afinar o discurso. Em tempos de crise, o ministro Guido Mantega pediu ao Congresso que não aprove aumentos de gastos com servidores. Pois ontem o colega Patrus Ananias fez um apelo aos deputados para que aprovem a criação de 164 cargos comissionados, um trem da alegria para lá de inoportuno em meio às inseguranças econômicas. O impacto anual da maria-fumaça de Patrus é de R$ 13,8 milhões. A criação dos cargos se justificaria, segundo o ministro, por conta do aumento das demandas dos programas sociais. A despesa seria “irrisória”, na visão do mineiro. O problema é que qualquer gasto público, a essa altura, é de causar estranheza. A oposição não perdeu a deixa e aproveitou para bater numa tecla antiga: a de que o governo não impõe freios à gastança. O desacerto é tamanho que enquanto Patrus se esforçava para aprovar as boquinhas, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), manobrava para adiar a votação de um aumento salarial dos servidores que tramita no Senado. O custo da iniciativa seria de R$ 1,9 bilhão este ano, chegando a R$ 7,2 bilhões em 2011, com aumentos concedidos de forma escalonada, ano a ano. O que Jucá quer é ganhar tempo para negociar uma sangria menor. A medida gera um desgaste com os funcionários públicos. Contudo, não há outra alternativa a não ser romper o acordo diante do que o próprio peemedebista considera uma “péssima hora”. Resta saber se o Congresso está disposto a criar obstáculos e se desgastar com mais de 90 mil servidores.

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Segunda, 3 de Novembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

Inflação pelo IGP-M volta a subir e fica em 0,11% em setembro, diz FGV

Da Folha On-line
O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) teve alta de 0,11% em setembro, voltando a subir depois da deflação de 0,32% em agosto. O índice acumula no ano alta de 8,47%, enquanto nos 12 meses até setembro a alta é de 12,31%. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

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Terça, 28 de Outubro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

Classes C e D já cortam gastos devido à crise, diz pesquisa

A crise é real e já afeta o bolso do povo.

Pesquisa realizada pelo Ibope em cinco capitais e no Distrito Federal mostra que a crise financeira internacional já bateu às portas das classes C e D, que começaram a cortar itens de suas cestas de consumo (inclusive alimentos) e mostrar preocupação com uma inflação maior e um crescimento menor da economia.
Dos 400 entrevistados, 26% dizem que reduziram as compras de alimentos da cesta básica, e 24% deixaram de gastar com itens de lazer.

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Quarta, 22 de Outubro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - , ,

Gastos públicos cresceram 10% até agosto

Do jornal Folha de São Paulo


Apesar da insistência do governo de que os gastos públicos crescem menos que o aumento do PIB (Produto Interno Bruto), as despesas estão maiores neste ano. Os gastos de custeio, excluídos os investimentos já realizados, tiveram aumento de 10% de janeiro a agosto.
A comparação feita pelo Tesouro Nacional e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para demonstrar que houve queda nos gastos usa como base a previsão de crescimento do PIB nominal, de 12,6%. O PIB nominal é calculado pelo crescimento da economia, mais o aumento de preços medido pelo IBGE, um índice conhecido como deflator do PIB. É unânime entre os economistas que a apresentação de um resultado real desconta só a inflação do período, medida pelo IPCA ou pelo IGP. O IPCA de janeiro a agosto foi de 4,48%.
Os gastos federais somaram R$ 306,8 bilhões nos oito primeiros meses deste ano. Os dados de setembro ainda não foram divulgados.
A maior despesa do Poder Executivo é com a folha de salários dos servidores, de R$ 82,1 bilhões até agosto.

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Terça, 21 de Outubro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - , ,

Mercado prevê alta da inflação

E agora? Como o governo vai combater a inflação?

ESTADÃO
A disparada do dólar levou economistas a refazerem as contas para a inflação. A percepção é que o câmbio mais alto vai pressionar os preços nos próximos meses. Esse diagnóstico se refletiu na pesquisa semanal Focus divulgada ontem pelo Banco Central, na qual analistas de bancos aumentaram de 4,80% para 4,90% a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2009. Foi a primeira alta após cinco semanas de redução.
A pressão sobre os preços coloca uma dificuldade adicional para o BC, que na próxima semana decidirá a taxa básica de juros, a Selic, nos 45 dias seguintes. A Selic, atualmente de 13,75% ao ano, é o principal instrumento usado pelo BC para conduzir a inflação para a meta definida pelo governo. A despeito da pressão sobre a inflação, ganha força a previsão que o BC deve ser menos rígido com os juros nos próximos meses para não agravar o problema, considerado mais urgente, da falta de liquidez na economia.

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Sexta, 17 de Outubro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

A próxima vítima pode ser o seu salário

Fonte: New York Times
David Leonhardt

É possível imaginar que a crise de crédito talvez possa se amenizar com as medidas já tomadas pelos governos . Mas uma das grandes lições dos últimos 12 meses foi a de não subestimar a severidade dos problemas econômicos. Eles vão bem além do setor de habitação e de Wall Street.

Assim, qual deve ser a próxima área varrida pela crise? É provável que ela venha a girar em torno da pior queda nos salários desde – e você sabia que essa comparação viria- a Grande Depressão dos anos 1930.

A queda atual não será tão catastrófica quanto a ocorrida durante a Depressão, mas também será bem diferente de qualquer coisa que o país tenha enfrentado por um longo período.

A renda do domicílio médio norte-americano, ou seja, o domicílio localizado no ponto médio da distribuição de renda, provavelmente será mais baixa em 2010 do que uma década antes, um indicador espantoso.

Isso não acontecia desde os anos 30. O salário médio hoje já é um pouco inferior ao de 2000, e em 2010 ele poderá ter caído em mais de 5% ante seu pico anterior.

Caso você estude os resultados das pesquisas de opinião pública das últimas décadas, perceberá que nada prevê o clima da opinião pública como o crescimento da renda.

Quando a renda está crescendo em ritmo vigoroso, como aconteceu na metade dos anos 1980 e no final dos 1990, os norte-americanos tendem ao otimismo. Na mais recente pesquisa de opinião pública do “New York Times” e da rede de TV CBS, 89% dos respondentes afirmaram que o país “havia perdido seriamente o rumo”, um nível recorde.

Clique aqui para continuar lendo

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Quarta, 15 de Outubro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

Quanto custa

Nestes 20 anos de vigência da Constituição Federal (promulgada em 05 de outubro de 1988), houve 13 reformas tributárias, foram criados inúmeros tributos e, hoje, são editadas duas normas tributárias por hora!

Atualmente, as empresas devem cumprir 3.207 normas, o que corresponde a um gasto de cerca de R$ 38 bilhões por ano para manter pessoal, sistemas e equipamentos para acompanhar as modificações da legislação.

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Sexta, 10 de Outubro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - , , ,

Presentes para Dia das Crianças com até 72% de impostos

Estudo realizado pelo IBPT calcula o peso de tributos sobre brinquedos. Maior pressão é nos eletrônicos, confira a tabela.

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Segunda, 6 de Outubro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

DIAS TRABALHADOS PARA PAGAR A INEFICIÊNCIA GOVERNAMENTAL

No Brasil, a classe média trabalha 75% do ano para pagar tributos e adquirir serviços privados em substituição aos serviços públicos – aqueles que deveria ser fornecidos pelo governo, como saúde, educação e segurança.

O número foi revelado pelo IBPT, e mostra também que a classe média trabalhou até 05 de junho somente para pagar tributos (157 dias); e de 06 de junho a 30 de setembro (117 dias) terá trabalhado para adquirir serviços privados de educação, saúde, previdência, segurança e pedágio. A segurança privada foi o item que mais apresentou crescimento.

Clique aqui para ver o estudo completo feito pelo IBPT.

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Sexta, 3 de Outubro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - , ,

Impostos somam quase 40% do valor do carro 1.0

O preço do carro zero no Brasil é um dos mais caros do mundo. Boa parte da culpa, segundo as montadores, é da carga tributária que incide sobre o preço de veículos (IPI, ICMS, PIS e Cofins) e que acaba sendo repassada ao consumidor.
As informações são do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), que também mostra que sobre os automóveis populares, com moto 1.0, esta carga pode chegar até 37,55%. O estudo realizado pelo Instituto aponta ainda que o valor do carro novo subiu 75% nos últimos sete anos.
Nos EUA, por exemplo, o valor de um carro novo pode chegar a 40% do praticado no mercado brasileiro. Por exemplo, o preço do Honda CRV, que sai por cerca de R$ 100 mil no Brasil e, nos EUA, pode ser encontrado por US$ 20.700.

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Terça, 30 de Setembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

Imposto que não é brinquedo

Matéria do jornal Diário Catarinense de hoje

O Dia das Crianças se aproxima, em 12 de outubro, mas quem deve ganhar o maior presente é o governo. A quantidade de impostos embutidos nos brinquedos passa dos 72% do valor total dos produtos. O imposto embutido nos presentes mais procurados para os pequenos é maior do que itens como livros, por exemplo. O índice foi revelado, ontem, pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). Os videogames lideram a lista.
Quem compra um Playstation, por exemplo, paga 72,18% de imposto. No caso do MP3 iPod, quase metade do valor é destinado ao pagamento de tributos (49,45%). Uma bola de futebol carrega 46,49% em impostos. De acordo com o economista Emílio Alfieri, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), é como se no Dia das Crianças o pai estivesse dando ao filho impostos embrulhados em papel de presente. O tributo embutido nos livros é o mais baixo, informa o estudo, e corresponde a 15,52% do valor do produto.

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Segunda, 29 de Setembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - , ,

Feirão do Imposto

Todos os dias compramos pão, tomamos café e vamos para o trabalho e, muitas vezes, não nos damos conta de que grande parte do que pagamos para isso tudo são impostos que vão direto para o governo.

Por exemplo: na farinha, a porcentagem é de 34,47%, no café é de 36,52% e no açúcar é de 40,4%. Para o transporte a mordida também é grande, 57,03% na gasolina e 22,98% na passagem de ônibus.

No total, são 83 tributos pagos no Brasil.

Foi para levar essas informações até os cidadãos que, no final de semana, o Feirão do Imposto foi realizado simultaneamente em 100 cidades brasileiras, sendo 11 delas em SC.

Em Florianópolis, no Shopping Iguatemi, no sábado e domingo, foi montada a casa do imposto.

- Esses eventos são de extrema importância para conscientizar a população sobre os impostos abusivos e para o pequeno retorno em investimentos que a sociedade recebe em troca - afirmou o coordenador da Acif Jovem, Sandro Yuri Pinheiro.

Na esquina das ruas Felipe Schmidt e Deodoro, no Centro, foram realizadas diferentes ações: além da panfletagem, com a lista de produtos e os respectivos impostos embutidos em cada um deles, foram distribuídos 50 litros do Chopp Opa Bier, de Joinville, mas somente menos de meio copo para cada pessoa, que é o que sobra após retirar os 56% de tributos incluídos na bebida. Um mini-posto, com bomba de combustível, também chamava a atenção para a carga tributária da gasolina (57,3%), carros (43,63%) e motos (44,4%).

O Feirão dos Impostos é uma iniciativa dos núcleos jovens da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF) e da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL).

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Quinta, 25 de Setembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

Imposto e serviços engolem 75% do ganho anual

em O Globo

O contribuinte brasileiro de classe média vai gastar 75% do ano apenas para pagar impostos e adquirir serviços que deveriam ser fornecidos pelo próprio governo, como saúde, educação, segurança, Previdência e até estradas. É o que mostra um estudo divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).

De acordo com a entidade, os contribuintes no país tiveram de trabalhar até 27 de maio (o equivalente a 148 dias) para ficar em dia com os tributos cobrados pela União, estados e municípios. Depois disso, a renda obtida no período de 28 de maio a 29 de julho (63 dias) foi consumida com itens como escola e plano de saúde particular.

Já os contribuintes de classe média, com renda mensal entre R$ 3 mil e R$ 10 mil, trabalharam até 5 de junho somente para pagar impostos (são 157 dias) e depois até 30 de setembro (mais 117 dias) para tapar a ineficiência dos serviços prestados nas três esferas de governo no país.

- O cidadão de classe média só começará a trabalhar para comer, se vestir, morar, adquirir bens, gozar férias e fazer alguma poupança depois de 1ode outubro - afirmou o presidente do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral.

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Terça, 23 de Setembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

Pobres pagam mais impostos que ricos

O livro “A Escalada da Reforma Tributária”, de Gustavo Patu (jornalista e coordenador de economia da sucursal da Folha em Brasília” explica a distorsão causada pela cobrança de tributos indiretos (aqueles embutidos nos bens de cosumo).

A extinção desses impostos tiraria milhões de brasileiros da pobreza, aponta estudo do Ipea feito em 2008.
“Na tributação sobre o consumo, quanto menor a renda, maior será a parcela tomada pelo Estado”, explica o jornalista, autor do livro, disponível no site da Publifolha.
Este livro é uma verdadeira Bíblia par ao combate à injusta carga tributária que pesa sobre todos nós.

Leia abaixo a reprodução de trecho do livro e entenda por que os pobres pagam mais impostos que os ricos no Brasil.
*
Milionários, ricos, remediados e emergentes percebem as distorções do sistema tributário brasileiro, mesmo quando têm coisas mais divertidas em mente, ao fazer compras em Miami ou algum outro destino turístico nos EUA. Podemos não conhecer a miríade de tributos indiretos embutidos aqui no preço de uma calça jeans ou um aparelho de DVD, mas é fácil notar que os produtos de lá são muito mais baratos, e a diferença é maior quanto mais sofisticado for o artigo comprado. A carga tributária americana não apenas é bem menor que a brasileira, mas também concentrada em tributos diretos, sobre a renda e, em proporções bem menores, a propriedade. Os tributos sobre o consumo, que respondem por metade da arrecadação no Brasil, são apenas 17% da receita pública nos EUA. Lá, essa modalidade praticamente se limita às sales taxes, cobradas pelos governos locais apenas nas vendas do varejo e cujo valor - como todo turista já pôde testemunhar - é informado sem rodeios ao consumidor.
Na Europa desenvolvida, a tributação do consumo é mais importante na arrecadação, mas nada que se aproxime do padrão brasileiro. Na Suécia, terceiro lugar na Copa de 1994 e campeã mundial de carga tributária, os impostos embutidos nos preços dos bens e serviços são apenas um quarto da arrecadação do governo, mesma proporção da França, Bélgica, Itália e Suíça. Na casa dos 30%, 35%, estão Reino Unido, Holanda, Finlândia e Dinamarca. No topo da lista, Islândia, Portugal e Eslovênia chegam aos 40%. No resto do mundo desenvolvido, a proporção fica pouco abaixo dos 20% no Japão, dos 30% na Austrália e dos 35% na Coréia do Sul; no Canadá, são 25%. Os percentuais eram bem mais altos 50 anos ou um século atrás; a arrecadação baseada na tributação direta da renda é uma tendência recente na história e só está consolidada nos países mais ricos, onde, é óbvio, há mais renda. Tributar a renda não é só mais difícil politicamente: também exige mais burocracia, mais funcionários, mais fiscalização.
Por isso, ainda é comum encontrar nos países das regiões menos prósperas do mundo governos que se mantêm graças à tributação indireta. O que não há nessas regiões é um Estado tão grande como o brasileiro, que consome mais de um terço da renda nacional. Com uma tributação sobre o consumo equivalente a algo como 18% do PIB, o país só tem alguns poucos e exóticos rivais no planeta, casos da semigelada Islândia e da turbulenta Turquia.
As conseqüências dessa anomalia não se resumem às bugigangas trazidas pelos turistas dos EUA ou à muamba dos sacoleiros que chegam do Paraguai. Os produtos nacionais, mais caros, perdem mercados no exterior, em especial os mais elaborados, que passam por diversas etapas de produção. Também é mais difícil comprar máquinas, veículos e equipamentos destinados a ampliar a capacidade produtiva do país, apesar do consenso geral contrário à tributação dos investimentos. Pequenos varejistas se tornam camelôs para escapar dos tributos; grandes estabelecimentos contratam escritórios especializados em busca de brechas na legislação. Um estudo conduzido pelo Banco Mundial e pela PricewaterhouseCoopers apontou que, no Brasil, empresas de médio porte gastam em média 2.600 horas por ano com a papelada necessária para o pagamento de impostos e contribuições. Em segundo lugar no ranking global, com 2.085 horas, vem a Ucrânia, uma ex-república soviética.
Mas não são os empresários quem têm mais a reclamar. Nem os ricos. Do milionário ao miserável, a tributação direta é decrescente. O primeiro está sujeito a um Imposto de Renda muito próximo do teto de 27,5%; o segundo não paga nada; entre um e outro, a combinação de alíquotas e deduções garante um sistema progressivo de tributação, no qual quem pode mais paga mais, e não apenas em valores absolutos - os mais abonados também têm de sacrificar uma parcela maior de seus ganhos para manter o Estado. Na tributação sobre o consumo acontece o exato oposto: quanto menor a renda, maior será a parcela tomada pelo Estado. Quem compra um par de sapatos por R$ 40 está pagando algo como R$ 16 em impostos e contribuições, seja qual for sua condição social. Para um grande banqueiro, é virtualmente nada; para o funcionário que recebe o maior salário autorizado no serviço público brasileiro, trata-se de 0,07% de sua renda mensal; para a empregada doméstica são 3,9% do salário mínimo; para a mãe de cinco crianças e adolescentes em situação de extrema pobreza são 9,3% do maior benefício pago pelo programa Bolsa Família.
Um estudo divulgado pelo Ministério da Fazenda em 2003 apontava que os 10% mais pobres da população destinavam perto de 30% de sua renda ao pagamento de tributos, indiretos na quase totalidade; para os 10% mais ricos, a tributação total, direta e indireta, não chegava a um quarto da renda. Números diferentes foram obtidos por outros estudos e outras metodologias, nenhuma delas capaz de calcular com precisão indiscutível o peso de todos os tributos, alíquotas e regras existentes. De consensual, sabe-se que os pobres brasileiros arcam com um custo desproporcionalmente alto para o financiamento do Estado e dos programas sociais que, ao menos em tese, deveriam beneficiá-los em primeiro lugar.
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“A Escalada da Carga Tributária”
Autor: Gustavo Patu
Editora: Publifolha
Páginas: 72
Quanto: R$ 12,90
Onde comprar: nas principais livrarias, pelo telefone 0800 140090 ou pelo site da Publifolha

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Sábado, 20 de Setembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - , ,

É bom lembrar

A internauta Joanna perguntou onde pode ver quem votou a favor da CPMF no ano passado, quando o futuro da contribuição foi decidido no Congresso.
Pois vamos lá! Porque sempre é muito importante lembrar. Afinal, daqui a pouco terminam as eleições e a CSS volta a ser debatida no Congresso.

Lista dos deputados
Lista dos senadores

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Sábado, 20 de Setembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

Marco Maciel faz alerta

O senador Marco Maciel (DEM-PE) afirmou que a carga tributária subirá novamente neste ano, devendo passar dos 37% do produto interno bruto (PIB), contra 36,08% no ano passado. Ele observou que o percentual coloca o Brasil como vice-campeão mundial de impostos, ficando abaixo apenas da Dinamarca – país onde os serviços prestados pelo Estado são de elevada qualidade. A projeção é do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), segundo o qual a carga tributária chegou, no primeiro semestre, a 37,27%. “O brasileiro deve pagar neste ano 1 trilhão de reais em impostos”, disse o senador. Maciel lembrou que, na média, os cidadãos brasileiros trabalham quatro meses para pagar impostos e outros quatro meses para bancar, com o próprio salário, serviços que deveriam ser oferecidos pelo Estado, como educação, saúde e segurança.
Fonte: Jornal do Senado

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Terça, 16 de Setembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

Carga tributária de 37,3% do PIB é novo recorde semestral, diz estudo

Folha de São Paulo

Para um PIB de R$ 1,383 tri, contribuintes pagaram R$ 515,36 bi em tributos
Mais uma vez, a carga tributária voltou a registrar recorde no Brasil. No primeiro semestre deste ano, os contribuintes pagaram R$ 515,36 bilhões em tributos aos três níveis de governo, valor 15,9% superior aos R$ 444,66 bilhões arrecadados de janeiro a junho de 2007.
A carga tributária é a soma dos tributos federais, estaduais e municipais pagos por todos os contribuintes no país. Como o PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro semestre foi de R$ 1,383 trilhão, a carga tributária no período foi de 37,27%, ou 1,24 ponto percentual superior aos 36,03% do mesmo período do ano passado.
O cálculo é do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), entidade que reúne profissionais do setor que se dedicam a estudos tributários de natureza institucional, setorial e empresarial.
A Receita Federal não divulga a carga tributária por semestre, mas apenas uma vez por ano. Para o fisco, “na literatura técnica especializada, bem como nas divulgações de órgãos oficiais ou não, predomina o uso da periodicidade anual para o cálculo da carga tributária em todo o mundo. Isso porque o ciclo econômico, que afeta a mensuração do PIB e a base imponível dos impostos, dá-se ao longo de um ano”.
Clique aqui para ler mais

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Segunda, 15 de Setembro de 2008

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Impostos que você não vê

De acordo com o Jornal do Brasil de domingo (14), a cada produto ou serviço o brasileiro chega a bancar 25 taxas embutidas no preço. “Poucos se dão conta, mas os bolsos dos brasileiros estão envolvidos numa vasta teia de tributos invisíveis. Ao comprar um produto ou serviço, o consumidor leva junto uma carga que pode chegar a 25 impostos. Não aparecem nas etiquetas, mas tornam os preços até 70% mais caros. Com a ajuda de especialistas, o JB faz simulações de despesas. A face explícita do sistema tributário do país é a complexidade e a deficiência, informam estudiosos, para quem a falta de transparência maquia o valor real dos tributos cobrados no país”

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Quinta, 11 de Setembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - , ,

Arrecadação em 2008 deve ser 12,75% maior do que em 2007

 

No ano passado foram arrecadados R$ 926,842 bilhões e a estimativa para esse ano é de R$ 1,045 trilhão
Os números são do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário). Com um novo recorde, a arrecadação chega na casa do TRILHÃO DE REAIS.
A marca de mais de R$ 700 bilhões em tributos pagos pelos brasileiros foi superada nesta segunda-feira (8). O total corresponde a toda a receita recolhida pelos municípios, estados e União, desde o primeiro minuto de 2008.
Os valores arrecadados podem ser consultados no www.impostometro.com.br.

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Quarta, 10 de Setembro de 2008

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Culto da pobreza

PARA PENSAR…

Correio Braziliense

Estudo do Banco Mundial sobre estímulos para empreender põe Brasil em 125º lugar entre 181 países.(…) O milagre coreano se resume a quatro componentes: coesão política pelo desenvolvimento, apoio total ao espírito empresarial, o pleno emprego e investimento maciço em educação, começando pela básica e concluindo pela excelência na área de exatas.
Compare-se tal exemplo com o Brasil. A educação só agora começa a entrar na agenda oficial, ainda assim priorizando o terceiro grau. A burocracia de Estado é mais valorizada que o empreendedor. Toma-se o que a terra dá como dádiva. O tema do momento é o petróleo do pré-sal, uma riqueza apresentada pelo governo como obra da sorte.
É o desenvolvimento de pernas para o ar, como se estampa na sexta edição anual do Doing Business — primoroso estudo do Banco Mundial sobre as facilidades, ou dificuldades, para os negócios no mundo. A nova versão pesquisou 181 países e dez indicadores sobre a vida de uma empresa, do tempo para abri-la à complexidade dos impostos.

Clique aqui para ler na íntegra

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Segunda, 8 de Setembro de 2008

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Imposto perverso

De Figuras

Correio Braziliense

Cobrança funciona como Robin Hood às avessas: os que ganham menos comprometem mais a renda com tributos do que as pessoas das classes abastadas. Proposta de reforma tributária não corrige distorção



Quase metade dos impostos arrecadados, nas esferas federal, estadual e municipal, tem origem na cobrança sobre o consumo. Essa forma de recolhimento, baseada em tributos embutidos no preço de produtos e serviços, torna o regime brasileiro um dos mais injustos do mundo. Como o imposto é igual para todos, quem ganha mais compromete uma parcela da renda menor do que quem recebe menos. Em outras palavras, o contribuinte pobre paga proporcionalmente mais imposto do que o endinheirado. Isso reforça a desigualdade social.

Segundo estimativas citadas pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ), famílias que ganham até dois salários mínimos arcam com impostos equivalentes a 48% de sua renda. Em contraposição, as que têm rendimento maior que 30 salários destinam só 26% dos rendimentos para pagar os impostos invisíveis. “Quem ganha pouco consome tudo e acaba sendo mais prejudicado. Já os mais ricos conseguem poupar e sofrem relativamente menos com os impostos sobre o consumo”, afirma Dornelles, ex-ministro da Fazenda.


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Cafezinho amargo

Pouca gente tem consciência de que, da forma como se estruturou ao longo dos anos, o sistema funciona como um Robin Hood às avessas, transferindo renda dos pobres para as classes média e alta. Não é o caso do arquiteto Célio Biavati. Ele sabe que está submetido a uma carga menor do que a da sua faxineira diarista, Maria de Fátima Mendes.

Maria, entretanto, ignora a situação. Tímida, ela admite que não tem familiaridade com o conceito de impostos. Como seus rendimentos mensais ficam abaixo do limite de isenção (R$ 1.372,81), nunca se importou em saber sobre o Imposto de Renda (IR).

Maria mora em Arapoanga, bairro de Planaltina, numa casinha construída em regime de mutirão. Faz faxina em seis apartamentos no Plano Piloto e pega dois ônibus para chegar aos locais de trabalho. Sua renda complementa a do marido, que é carregador. Tudo o que a família recebe é revertido para as compras de supermercado, pagamento das contas de luz, água e do gás e para as despesas dos três filhos — o quarto está a caminho. Mesmo sem saber, quando compra um quilo de açúcar, recolhe aos cofres públicos 30,37% do preço em impostos. No café, o recolhimento é de 20%.

Com condições de vida incomparavelmente melhores, Biavati adoça o seu café pagando o mesmo percentual de impostos. Como ganha mais, compromete um total menor da sua renda com os impostos sobre o consumo. O arquiteto mora na Asa Sul, consegue proporcionar conforto à mulher e aos dois enteados que moram com ele e ainda sobra algum dinheiro para o lazer e a poupança. Os três computadores da casa foram comprados sob uma carga tributária de 31,61% cada um. Cada pacote de fraldas descartáveis que a sua neta recém-nascida usa leva embutidos 54,75% em tributos.


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Cesta básica


As estimativas da carga tributária de cada produto foram feitas pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). A página da entidade na internet (www.ibpt.com.br) tem uma lista de quase 500 produtos, além de uma calculadora em que os contribuintes podem saber quanto pagam em impostos embutidos. “Em média, a taxação é de 30% a 40%. Alguns poucos produtos, principalmente alimentos, têm carga menor não por causa do governo federal, mas porque muitos estados isentam a cesta básica do recolhimento do ICMS”, assegura o diretor-técnico do instituto, João Eloi Olenike.

Segundo seus cálculos, cerca de 70% da carga tributária nacional vem da cobrança sobre salários, faturamento das empresas e produção. “O ideal seria que a tributação recaísse sobre o lucro e o patrimônio, que é riqueza já formada”, afirma. A carga tributária está girando por volta dos 38% do Produto Interno Bruto (PIB). Olenike é favorável à idéia de discriminar, nas notas fiscais, a quantidade de imposto embutido em cada produto.

Existe um consenso de que o sistema tributário precisa de uma reforma que diminua seu efeito regressivo. Segundo Dornelles, a proposta de reforma tributária trata apenas da repartição das receitas tributárias entre os entes da federação, não reduzindo a injustiça social inerente ao regime atual.

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Sábado, 6 de Setembro de 2008

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Brasileiro paga R$ 700 bilhões em impostos em entre janeiro e agosto

O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo vai registrar na manhã da próxima segunda-feira que os brasileiros pagaram R$ 700 bilhões em impostos municipais, estaduais e federais em 2008. No ano passado, o equipamento atingiu o mesmo valor somente em 11 de outubro, ou seja, 33 dias mais tarde. Em 2006 esse valor foi obtido em 11 de novembro.
A estimativa da associação é que o Impostômetro ultrapasse, pela primeira vez, a marca de R$ 1 trilhão até o fim de 2008. Em 2007 foram marcados R$ 921 bilhões; em 2006, R$ 812,7 bilhões; e em 2005, ano da inauguração do painel, R$ 731,8 bilhões.
O presidente da entidade, Alencar Burti, afirmou estar preocupado com o avanço na arrecadação de impostos, pois retira recursos do setor privado para o Estado “sem a melhoria desejada nos serviços prestados ao contribuinte”.
“Se os governos em todos os seus níveis adotarem um estilo de gestão empresarial, visto que hoje a concorrência não é mais apenas entre empresas, mas entre países, e aproveitando as perspectivas favoráveis geradas pelas descobertas de petróleo no pré-sal, teremos uma chance real de ver o Brasil ingressar realmente no rol das economias desenvolvidas”, argumentou Burti.
O Impostômetro está instalado no prédio da Associação Comercial de São Paulo, na rua Boa Vista, 51, centro. Na internet, é possível visualizar no endereço: www.impostometro.com.br

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Sexta, 5 de Setembro de 2008

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Inflação reduz ganhos de trabalhadores

De Figuras

da Folha de São Paulo

Segundo o Dieese, a parcela das negociações salariais com ganho real no primeiro semestre é a menor em dois anos
Levantamento mostra que 73,5% das categorias conseguiram aumento superior à inflação; um ano antes, haviam sido 87,1%


O aumento da inflação reduziu o número de categorias trabalhistas que obtiveram reajustes reais ou a reposição da alta de preços no primeiro semestre do ano. Das 309 negociações acompanhadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) no período, 12,3% obtiveram a reposição do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), enquanto 73,5% lograram aumentos maiores e 14,2% tiveram que se contentar com reajustes menores. Em 2007, 87,1% haviam obtido aumento superior ao INPC, 9,5%, igual, e 3,4%, abaixo do índice.
“A explicação para essa queda está justamente na inflação, que passou do patamar médio de 4% no ano passado para o de 6%”, diz José Silvestre Prado de Oliveira, coordenador técnico do Dieese. “Fica mais difícil alcançar aumentos reais.”

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Quarta, 3 de Setembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria -

Como vencer a pobreza e a desigualdade

PÁTRIA MADRASTA VIL

Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência… Exagero de escassez… Contraditórios?? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.
Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições.
Há quem diga que ‘dos filhos deste solo és mãe gentil.’, mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.
A minha mãe não ‘tapa o sol com a peneira’. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.
E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro PACote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra… Sem nenhuma contradição!
É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!
A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)… Mas estão elas preparadas para isso?
Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos…
Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente… Ou como bicho?

Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos, estudante que termina faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários.
Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) por uma redação sobre ‘Como vencer a pobreza e a desigualdade’.
A redação de Clarice intitulada `Pátria Madrasta Vil´ foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da Unesco.

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Segunda, 1 de Setembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

Quando o assunto é inflação…

Quando o assunto é inflação, o presidente Lula ou afirma que tudo está sob controle ou diz que quem deve resolver a situação é a população.
Hoje pela manhã, durante o programa semanal “Café com o Presidente”, Lula transferiu, mais uma vez, a responsabilidade para o povo.
— À medida que o povo perceba que um determinado produto está subindo muito de preço, o povo precisa deixar de comprar aquele produto para que aquele produto volte ao preço normal — disse o presidente.
É… porque realmente esta também não é uma responsabilidade do presidente…

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Quinta, 28 de Agosto de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

Alerta sobre a inflação

do ESTADÃO

IGP-M MOSTRA DEFLAÇÃO, MAS HÁ NOVAS PRESSÕES
Persistem focos de alta nos serviços e na construção, apesar de as commodities levarem o índice a -0,32%
A queda das commodities, especialmente as agrícolas, derrubou a inflação medida pelo Índice Geral de Preço-Mercado (IGP-M) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) deste mês. O indicador fechou agosto com deflação de 0,32%, depois de ter subido 1,76% em julho e atingido o pico de 1,98% em junho. Desde abril de 1999, o IGP-M não registrava desaceleração tão forte em um único mês. De julho para agosto, o índice variou 2,08 pontos porcentuais. Também desde abril de 2006 o IGP-M não acusava deflação.
Apesar da mudança de rota do IGP-M, o cenário para a inflação nos próximos meses não será tão tranqüilo. “A inflação está mudando de cara”, alerta o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros.

PARA BC, ALÍVIO É TEMPORÁRIO
Em reunião com economistas, Mário Torós previu retomada da alta no quarto trimestre
O alívio inflacionário mostrado pelos mais recentes indicadores de preços é pontual e insuficiente para levar o Banco Central a interromper o ciclo de aperto monetário, iniciado em abril. Essa parece ter sido a percepção dos economistas de bancos e administradoras de recursos (assets) que participaram na sexta-feira passada, a convite de um banco, de uma reunião com o diretor de Política Monetária do BC, Mário Torós.

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Quinta, 28 de Agosto de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

Proposta eleva a carga tributária para 25,38% do PIB

Vamos ao que importa para o governo: o orçamento para 2009 mostra claramente que vai haver aumento da carga tributária. Não tem Fundo Soberano, Petrolula… Nada disso é importante diante da sanha arrecadadora deste governo. O país não aguenta mais. XÔ IMPOSTO.

ESTADÃO


O Orçamento de 2009 segue a tradição e embute nos números nova previsão de aumento da carga tributária e das despesas do governo. A receita primária da União (composta principalmente por impostos, taxas e contribuições) crescerá de R$ 715,8 bilhões para R$ 808,9 bilhões em 2009, o que representa um aumento de 24,83% para 25,38% do Produto Interno Bruto (PIB).

Os impostos baterão novo recorde, subindo de 8,59% para 9,06% do PIB. As contribuições sociais permanecerão em torno de 7% e as contribuições de trabalhadores e empregados para o INSS crescerão de 5,62% para 5,89% do PIB. Apesar das incertezas sobre a economia mundial, o governo está mantendo a previsão de que o PIB cresça 5% em 2008 e 4,5% em 2009.

No lado das despesas, praticamente todos os itens terão acréscimo acima do Produto Interno Bruto no próximo ano também, com destaque para os benefícios previdenciários e assistenciais, cuja estimativa é que passem de 8,22% para 8,52% do PIB. Descontando as despesas obrigatórias e a meta de superávit primário, sobraram R$ 151,9 bilhões para o Executivo e os demais Poderes gastarem em investimento e custeio.

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, destacou ontem o aumento “positivo” das despesas com educação, que passaram de R$ 11,1 bilhões para R$ 16,5 bilhões, mas, no global, a área social terá apenas mais 23% entre 2008 e 2009, enquanto os gastos da burocracia ministerial serão ampliados em 40,2%.

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Quarta, 27 de Agosto de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

Imposto põe gasolina entre as mais caras

Folha de São Paulo

Apesar de auto-suficiente em petróleo, preço nas bombas brasileiras só perde para poucos países, segundo pesquisa
Para especialistas, alta carga tributária sobre o produto faz com que preços em SP estejam no mesmo patamar que os de Tóquio


Apesar do aditivo de álcool, da alardeada auto-suficiência em petróleo e dos aumentos a conta-gotas da Petrobras, a gasolina brasileira está no patamar mais caro do mundo, revela levantamento da consultoria Airinc, especializada em pesquisa de preços globais. A pesquisa compara preços em dólar ao redor do mundo tendo como medida o galão americano do combustível (3,8 litros).
Brasil e Japão, grande importador de petróleo, ocupam a mesma faixa de preço por galão, de US$ 6 a U$ 6,99. O combustível no país só não é mais caro do que em alguns países europeus e em mais cinco de outros continentes. Nos EUA, onde as recentes altas no preço do galão são alvo de protestos e tema crucial nas eleições presidenciais, o produto está três faixas de preço abaixo.
No fim de julho, quando o levantamento foi feito, o galão era vendido nos postos americanos por US$ 3,96 -mas já foi vendido a mais de US$ 4 durante várias semanas do ano. No vizinho de baixo, o México, o preço é de US$ 2,62. No de cima, o Canadá, é de US$ 5,23.
Nas Américas, aliás, Uruguai e Haiti são os únicos países com preço na mesma faixa da brasileira. A gasolina mais barata do mundo é vendida na Venezuela. Com produção própria e subsídios do governo, o consumidor paga US$ 0,12.
O preço da gasolina no Brasil é mais caro do que em muitos outros países por causa da carga tributária, explicam os especialistas. “Como os impostos representam cerca de 50% do preço na bomba, se tirássemos os tributos, a gasolina aqui estaria abaixo do verificado em muitos outros lugares”, afirma Rafael Schechtman, diretor do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura.
Hoje, o preço médio do litro da gasolina comercializada no Brasil é de R$ 2,50, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo (o preço de referência da pesquisa da Airinc é São Paulo). Desse total, só ICMS, Cide, PIS e Cofins respondem por R$ 1,14.
Nos países da Europa, a carga tributária é ainda maior: cerca de US$ 1,20 por litro. Entre os países da América do Sul, os impostos representam bem menos: US$ 0,40 por litro no Chile e US$ 0,30 na Argentina
“Além da enorme carga tributária, o governo brasileiro usa o preço da gasolina como instrumento de política monetária. Ou seja, ajuda no combate à inflação”, diz Fábio Silveira, da RC Consultores.
Exatamente porque auxilia o governo federal no controle da inflação, o preço da gasolina acompanha só parcialmente as cotações do petróleo no mercado internacional. Após quase três anos de congelamento (e, nesse período, com uma escalada vertiginosa do preço do petróleo), o último reajuste doméstico ocorreu em maio.
Mas o consumidor brasileiro praticamente não sentiu no bolso o aumento -que, para as refinarias, foi de 10% no caso da gasolina e de 15% no óleo diesel. Isso porque, ao mesmo tempo em que o reajuste foi efetivado pela Petrobras, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou uma redução da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), o chamado “imposto dos combustíveis”.
A alíquota da Cide sobre a gasolina caiu de R$ 0,28 para R$ 0,18 por litro. No diesel, a redução foi de R$ 0,07 para R$ 0,03. É por meio desse imposto que o governo federal “administra” o preço da gasolina no mercado interno.
Caso o reajuste fosse repassado integralmente para o consumidor, o aumento da gasolina teria forte impacto nos índices de inflação -que então registravam trajetória de forte alta e ameaçavam a política monetária executada pelo Banco Central.

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Quarta, 27 de Agosto de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

A CSS e o Senado

ATENÇÃO TODOS, VAMOS FICAR ATENTOS. VAI COMEÇAR TUDO DE NOVO NO SENADO FEDERAL!

Editorial - Correio Braziliense

Quando a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) estava em discussão no Senado, em dezembro de 2007, o governo vaticinou o advento de cenário catastrófico caso a matéria não fosse aprovada. As ações essenciais de saúde pública entrariam em colapso e haveria necessidade de cortes em programas estratégicos de investimento. Na ocasião, contudo, já se tornara indiscutível que as sucessivas elevações na arrecadação de impostos cobririam com folga as perdas com o sepultamento da CPMF. Foi o suficiente para que o Senado rejeitasse a proposta e livrasse o país de um dos tributos mais perversos já admitidos no sistema de incidências fiscais.

Não conformado com a bem inspirada e justa decisão da Câmara Alta, o governo reagiu de imediato com o aumento de 0,38% na tarifa do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e passou de 9% para 15% a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das empresas. Justificou a iniciativa como necessária para reduzir a frustração de receitas resultante da extinção da CPMF. Na verdade, serviu-se dos argumentos maltrapilhos da equipe econômica para decretar novo ônus tributário. E, em conseqüência, carrear para o Tesouro mais R$ 10 bilhões anuais.

Mas, sob apoio sinuoso e encabulado do presidente da República, a liderança da base governista conseguiu aprovar na Câmara, por maioria de um voto, substituto para a CPMF. Trata-se da Contribuição Social para a Saúde (CSS). Impõe 0,1% sobre movimentações financeiras. Desta vez, a se acreditar nos autores da iniciativa, os recursos não serão desviados de sua finalidade legal, como ocorreu com a CPMF. Estima-se em R$ 12 bilhões a soma a ser obtida com a nova obrigação.

Não há qualquer justificativa política ou de ordem financeira apta a respaldar a proposta avalizada na Câmara. Em primeiro lugar, porque se esgotaram as reservas de tolerância com a fúria a que tem recorrido a atual gestão federal para sacar dinheiro sobre os ganhos do contribuinte. Depois, se já em dezembro não se vislumbrava escassez de verbas para subsidiar as políticas de saúde, o cenário favorável ao governo é, hoje, ainda mais estimulante.

A arrecadação de R$ 389,633 bilhões no primeiro semestre do ano, ante R$ 332,794 bilhões no mesmo período do ano passado, representou acréscimo de 10,56%. Em número absolutos: entraram a mais nos cofres do Tesouro, descontada a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), nada menos de R$ 56,839 bilhões. Como a expectativa de arrecadação da CPMF para o ano inteiro era de R$ 40 bilhões, os fluxos monetários atraídos pela Receita Federal em apenas seis meses superaram a previsão em quase R$ 17 bilhões.

Desmoronam, pois, os artifícios engendrados por teleguiados do Planalto, a fim de, mediante a CSS, criar nova fonte de abastecimento para os gastos perdulários da máquina governamental. Cabe, ainda uma vez, ao Senado abortar a insuportável agressão à estabilidade das empresas e aos minguados orçamentos domésticos dos trabalhadores.

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Terça, 26 de Agosto de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria -

O papel da sociedade

As notícias dos últimos dias sobre mais um recorde de arrecadação provocou a manifestação de muitos internautas. Muitos demonstram um sentimento de injustiça extremo, já que se sentem lesados na medida em que pagam impostos (muitos) e depois pagam por serviços particulares de saúde, educação e segurança. Outros apresentam os números de seus orçamentos domésticos – onde pouco sobra e a fatia destinada aos impostos só aumenta.

O Horácio, de São Paulo, lembra que “essa arrecadação é de gente que trabalha, gera emprego e produz o PIB do País”. Defende uma participação mais ativa por parte dos cidadãos, maior cobrança sobre a aplicação do dinheiro. E para isso, explica que é necessário melhorar a educação no Brasil, para que sejam formados “líderes críticos e empreendedores”. Ele está certo. E provavelmente ninguém discorda dele. E aí é que está! Por que, então, as coisas não mudam? O que podemos fazer de imediato?

Nós, do movimento Xô Imposto, acreditamos no envolvimento da sociedade. Consideramos fundamental a participação de cada um, num processo fiscalizador dos nossos políticos e do nosso próprio dinheiro. Isso também é cidadania! Hoje, com a internet, as coisas estão ficando mais fáceis. É possível mandar e-mail, telefonar para os gabinetes, ministérios e secretarias, assistir as sessões, acompanhar votações, comparar as notícias. É possível participar. Políticos não devem ser lembrados apenas de quatro em quatro anos. Eles são escolhidos para representar os nossos interesses. E a nossa voz precisa ser ouvida!

Vamos ficar de olho. Vamos participar. Vamos interagir. Xô Imposto!

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Segunda, 25 de Agosto de 2008

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Inflação mais alta afeta o nível de consumo de 80% das famílias

Da Folha On-line
A inflação está afetando o nível de consumo de cerca de 80% das famílias brasileiras, de acordo com levantamento especial feito pela Sondagem de Expectativas do Consumidor de agosto, da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Entre as famílias com renda menor, a mudança do ritmo de consumo chega a quase 88% dos entrevistados.
Entre os entrevistados, 44,5% admitiram que estão trocando produtos e serviços por outros mais baratos; outros 35,4% afirmaram que estão procurando diminuir gastos de consumo por cautela, em função do cenário inflacionário; e 20,1% disseram que continuam comprando as mesmas coisas, e mantendo o padrão de consumo.
Entre as famílias com renda de até R$ 2.100, 51% declararam que estão procurando produtos e serviços mais baratos; 36,8% estão procurando diminuir gastos, e apenas 12,2% continuam com o mesmo padrão de consumo.
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Sexta, 22 de Agosto de 2008

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RENDA NÃO ACOMPANHA A INFLAÇÃO


A taxa de desemprego cresceu em julho e a renda não conseguiu acompanhar a alta da inflação. De acordo com dados do IBGE coletados nas seis principais regiões metropolitanas do País, a taxa de desemprego ficou em 8,1% em julho, ante 7,8% em junho. O resultado veio acima do teto das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções (7,60% a 7,90%). A mediana era de 7,80%. E a renda média real dos trabalhadores ficou em R$ 1.224,40, com variação de 0,1% em julho ante junho e de 3,0% na comparação com julho do ano passado. Ou seja, a renda do brasileiro cresceu abaixo da variação da inflação. Para se ter uma idéia, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - usado como referência para a meta de inflação - registra alta de 6,37% em 12 meses acumulados até julho.
Fonte: Blog Democratas

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Quarta, 20 de Agosto de 2008

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Receita com IOF cresceu 148% após a elevação das alíquotas

Charge Benett


Na Folha de São Paulo de hoje:

O aumento de alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre operações de crédito no início do ano surtiu um efeito, até o mês passado, maior do que o estimado pelo governo. De janeiro a julho, a receita com o IOF foi de R$ 11,5 bilhões, um aumento de 148%.
Quando elevou as alíquotas de pessoas físicas para 3,38% e as de empresas de zero para 0,38%, o governo previa arrecadar R$ 16 bilhões com o IOF neste ano, o dobro da receita com o tributo no ano passado.
Se esse ritmo de crescimento se mantiver, a arrecadação chegará a R$ 20 bilhões. Isso se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não aceitar a proposta do ministro Guido Mantega (Fazenda) de taxar as operações de leasing com alíquota de 3,38%, a mesma para as outras operações de crédito para pessoas físicas, inclusive financiamento de veículos. (assinante Folha clica aqui para ler mais)

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Quarta, 20 de Agosto de 2008

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Reajustes salariais devem pressionar inflação

Na Folha de São Paulo de hoje, a coluna Mercado Aberto, de Guilherme Barros, traz a seguinte constatação:

Os reajustes nos salários dos trabalhadores que devem ocorrer neste semestre para repor as perdas causadas pela alta de preços podem elevar a pressão inflacionária neste ano, segundo as analistas Marcela Prada e Cláudia Oshiro, da consultoria Tendências.
Neste semestre, bancários, comerciários, metalúrgicos, petroleiros e químicos, entre outras categorias profissionais com forte organização sindical, devem reivindicar aumento salarial. Até junho, segundo a Tendências, houve forte avanço dos salários na construção civil e na indústria calçadista.
De acordo com a consultoria, o rendimento médio nominal dos brasileiros cresce a cerca de 7% ao ano desde meados de 2005. Isso quer dizer que, com a economia aquecida e a inflação sob controle, os trabalhadores conseguiram ganhos reais de renda no período.
Porém, em razão do aumento dos preços verificado neste ano, os ganhos estão se reduzindo. O cenário se complica porque a alta de preços atingiu, principalmente, os alimentos - item que pesa muito no bolso das famílias mais pobres.
A economista Marcela Prada afirma que a perda do poder de compra pode intensificar a pressão dos trabalhadores.

É o EFEITO DOMINÓ…

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Quarta, 20 de Agosto de 2008

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CPMF para quê?

Correio Braziliense

Apenas nos primeiros sete meses do ano, o governo federal conseguiu compensar com grande folga a perda de cerca de R$ 40 bilhões causada pelo fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). No acumulado de janeiro a julho, o recolhimento de impostos atingiu o patamar recorde de R$ 389,633 bilhões ante R$ 332,794 bilhões do mesmo período de 2007 — uma variação, em termos nominais, de R$ 56,839 bilhões. Corrigindo os valores pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o crescimento chegou a 10,56%. A justificativa para o surpreendente resultado é a forte atividade econômica, que refletiu diretamente na maior lucratividade das empresas. A dúvida é saber se, com a continuidade da alta de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), a arrecadação continuará apresentando esse desempenho favorável.
Na avaliação do secretário-adjunto da Receita Federal do Brasil, Carlos Alberto Barreto, o recolhimento de tributos terá taxa de aumento real (descontada a inflação) na casa dos 10% ao mês. O economista do Banco Real, Cristiano Souza, destacou, no entanto, que a perspectiva de alta da Selic, atualmente de 13% ao ano, deve diminuir o ritmo de atividade, o que pode implicar em arrefecimento da arrecadação. Barreto informou que as estimativas de crescimento econômico do governo federal — de expansão de 5% neste ano — sustentarão o aumento real do recolhimento de impostos. “É preciso acompanhar (impacto de alta da Selic). Eventualmente, a demanda pode ter um desaquecimento com a elevação da taxa?, afirmou.
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Terça, 19 de Agosto de 2008

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Arrecadação federal acelera em 2008 e sobe R$ 40 bilhões até julho

Do G1


A arrecadação de impostos e contribuições federais, o que inclui ainda as demais receitas (royalties e concessões, entre outros) além da arrecadação previdenciária, somou R$ 389,6 bilhões de janeiro a julho deste ano, novo recorde histórico para o período, informou nesta terça-feira (19) a Receita Federal.

Com isso, a arrecadação teve crescimento real, isto é, em valores corrigidos pela inflação, de 11,21% neste ano, o equivalente a R$ 40 bilhões, sobre os sete primeiros meses do ano passado. Os números mostram ainda que, no mesmo período do ano passado, contra o acumulado de 2006, a arrecadação havia subido 10,34% em termos reais.

Sem CPMF

Deste modo, a arrecadação cresceu mais nos sete primeiros meses deste ano, do que em igual período de 2007, mesmo sem a cobrança da Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF) - que estava estimada em cerca de R$ 40 bilhões para 2008.

Entretanto, o governo pôde contar, neste ano, com uma arrecadação maior do IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras) - uma vez que a alíquota do tributo foi elevada no início de 2008 para compensar justamente a perda da CPMF. Em maio, com início do recolhimento em junho, também passou a valer o aumento da CSLL dos bancos de 9% para 15%.

No acumulado de janeiro a junho deste ano, o IOF arrecadou R$ 11,5 bilhões, contra R$ 4,6 bilhões em igual período do ano passado. Ou seja, um aumento real, acima da inflação, de 148%, ou R$ 6,8 bilhões. A expectativa da Receita era de que o IOF maior trouxesse R$ 8,5 bilhões em arrecadação extra em 2008. Já a CSLL dos bancos arrecadou R$ 4 bilhões de janeiro a julho deste ano, contra R$ 2,9 bilhões em igual período do ano passado.

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Terça, 19 de Agosto de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

Inflação em alta faz Dieese percorrer sindicatos para orientar negociação

ENQUANTO O GOVERNO DIZ QUE A INFLAÇÃO ESTÁ SOB CONTROLE, AS NEGOCIAÇÕES SALARIAIS PROVAM O CONTRÁRIO…
O Globo

Por causa da inflação em alta, bem acima dos índices do ano passado - o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que baliza os reajustes salariais, está em 7,56% nos últimos 12 meses, contra 4,19% do mesmo período de 2007 -, o Dieese fez um estudo e decidiu realizar debates em todo o Brasil, orientando os sindicatos que têm data-base no segundo semestre nas negociações salariais.

Numa iniciativa inédita do departamento, técnicos dão munição para os sindicalistas negociarem com os patrões. No segundo semestre, estão as datas-base das categorias mais organizadas, como petroleiros, bancários, metalúrgicos, químicos e comerciários:

- O resultado dessas negociações serve como referência para outras categorias. Vai haver uma dificuldade maior para negociar ganho real de salário - explicou José Silvestre Prado de Oliveira, coordenador de Relações Sindicais do Dieese.

Segundo o técnico, no balanço preliminar das negociações do primeiro semestre, já se observa um leve recuo no número de acordo com aumentos superiores à inflação:

- Também observamos que os ganhos reais ficaram menores.

Ontem, os técnicos estiveram em Rio, Palmas, Aracaju, Curitiba e Porto Velho. Hoje, estarão em Vitória, Salvador e Porto Alegre. Segundo Silvestre, esse trabalho foi pedido pelas centrais sindicais, diante do avanço da inflação.

- Entre nossas sugestões, além de manter a reivindicação de ganho real, está tentar o reajuste de benefícios como tíquete-alimentação e cesta básica por índices específicos. É bem claro que a inflação está concentrada nos alimentos.

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Segunda, 18 de Agosto de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

Fiquem Ricos!

Por Carlos Alberto Sardenberg
(Publicado originalmente no jornal O Globo em 07/08/08)

Rosa: “Eu quero viajar mais, eu quero passar um tempo fora estudando. Dá pra chegar no fim do mês com o orçamento tranqüilo, mas a gente sempre quer alguma coisa melhor.”
A frase, de uma moça, promotora de eventos, encerrou reportagem do “Jornal da Globo”, edição de terça-feira, sobre a emergência da classe média, apontada em pesquisa da FGV.
A escolha da personagem, um achado, levanta as questões corretas. Quem é Rosa? Uma pessoa egoísta, preocupada apenas com sua situação individual? Ou um agente de transformações sociais e econômicas para o país?
Não há exclusão. Rosa desempenha os dois papéis. Na verdade, quanto mais conseguir melhorar a sua vida, maior impacto positivo ela levará para a sociedade.
É possível medir o dinamismo de um país, e talvez seja mesmo a melhor medida, avaliando quanto as pessoas conseguem evoluir ao longo de sua vida. Se uma pessoa começa sua atividade profissional vendendo salgadinhos de porta em porta e termina dona de uma rede de restaurantes, isso representa um êxito individual, é óbvio, mas também mostra que o país abriu a oportunidade para essa criação de valor - para ela e para a sociedade.
Do mesmo modo se a pessoa se torna um profissional competente, produtivo, ganhou ela, ganhou a companhia onde trabalha, ganhou a sociedade.
Dito assim, parece simples. Mas quando se observa o cenário nacional, parece que muita gente pensa exatamente o contrário, que o governo é o principal agente do desenvolvimento.
Eis dois exemplos, dois temas em discussão dentro e fora do governo, que tratam de coisas muito diferentes, mas que resultam da mesma concepção ideológica: 1) a proposta de aumento do imposto de renda da pessoa física; e 2) a proposta de criação de uma estatal “pura” para explorar o petróleo da camada do pré-sal.
Nos dois casos, está entendido que o país melhora quando se coloca mais dinheiro nas mãos do governo. Mas se fosse assim, o Brasil deveria ser o melhor entre os emergentes, pois é aqui que está a maior carga tributária nesse grupo de nações.
Também se fosse assim, os setores estatizados na economia brasileira deveriam ir melhor que os privados.
E não é assim. Na verdade, a ascensão da classe média e seu modo de vida provam o contrário, que o Estado fracassa até naquelas que deveriam ser suas funções essenciais.

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Domingo, 17 de Agosto de 2008

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Nordeste é o que mais sofre com o aumento de preços

A alta dos preços dos alimentos castiga mais algumas regiões do país do que outras.
Como a alimentação compromete a maior parte da renda das pessoas mais pobres, o encarecimento desses produtos eleva mais os índices das cidades onde a renda da população é menor. Com isso, a inflação acumulada nos últimos 12 meses nas capitais nordestinas está acima da média nacional (6,37%), de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Fonte: O Globo

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Domingo, 17 de Agosto de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

Alimentação infantil sobe acima da inflação

O GLOBO
A inflação dos alimentos exige dos pais cuidados a mais na hora das compras. Em produtos para o público infantil, é possível verificar variações de mais de 40% nos preços cobrados por diferentes supermercados. Alguns itens fundamentais para o desenvolvimento infantil vêm acumulando altas nos preços bem acima da inflação.

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Domingo, 17 de Agosto de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - , ,

Inflação provoca retração do consumo, afirma LatinPanel

FOLHA DE SÃO PAULO
MERCADO ABERTO - GUILHERME BARROS

Apesar do aumento recorde de 10,6% registrado pelo IBGE nas vendas do varejo no primeiro semestre, os brasileiros já começaram a diminuir a variedade de itens que põem no carrinho no supermercado.