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Sábado, 20 de Dezembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria -

Ano novo!

O site Xô Imposto permanecerá sem atualização até o dia 15 de janeiro de 2009. Após esta data, volta com suas atividades normais. Aproveite as festas! Um grande abraço de toda a equipe.

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Sábado, 20 de Dezembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

R$1 trilhão em impostos

O impostômetro, painel da Associação Comercial de São Paulo instalado para registrar a arrecadação de impostos no Brasil,  registrou pela primeira vez na história a marca de R$ 1 trilhão. Clique aqui para ler mais.

Para quem não consegue compreender o valor, o IBPT fez um comparativo.

R$ 1 trilhão: veja o que esse valor representa

De Figuras

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Quinta, 18 de Dezembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

CPMF provoca corrida à Justiça

Indústrias, atacadistas e prestadoras de serviços que registram, todo mês, altas movimentações financeiras correm aos escritórios de advocacia para tentar obter na Justiça a restituição de parte da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) recolhida nos meses de janeiro, fevereiro e março de 2004. Neste mês termina o prazo para os contribuintes ajuizarem ação para pedir 0,30% dos 0,38% pagos mensalmente ao governo, durante esse período, a título de CPMF. O valor da diferença varia de acordo com a empresa, mas uma vitória no Judiciário pode levar a uma economia de até R$ 2 milhões. A relevância da disputa entre o fisco e os contribuintes fez com que a matéria ganhasse o status de repercussão geral no Supremo Tribunal Federal (STF) - na prática, significa que os ministros da corte consideram o tema relevante e suspenderam a subida de recursos ao tribunal até julgarem o mérito do caso.
A disputa tem origem na Emenda Constitucional nº 37, que em 12 de junho de 2002 instituiu que a alíquota da CPMF seria reduzida de 0,38% para 0,08% no ano de 2004, quando a contribuição seria integralmente destinada ao Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza. No entanto, em 19 de dezembro de 2003, uma nova emenda - a Emenda Constitucional nº 42 - determinou a continuidade da cobrança da CPMF a uma alíquota de 0,38% até 31 de dezembro de 2007. O argumento das empresas na Justiça é o de que essa segunda emenda constitucional não respeitou o princípio constitucional da anterioridade nonagesimal - que estabelece que mudanças tributárias desfavoráveis aos contribuintes devem ter um prazo de 90 dias, contados da data de entrada em vigor da norma, para serem postas em prática. Como a Emenda Constitucional nº 42 é de 19 de dezembro, o fisco não poderia ter cobrado a CPMF de 0,38% durante os meses de janeiro, fevereiro e março de 2004, alegam os contribuintes. A corrida à Justiça se justifica porque a contestação judicial de tributos pode ser feita em cinco anos a partir da data de cobrança.

Nesta semana, o Pinheiro Neto Advogados ajuiza 15 pedidos de restituição da CPMF para seus clientes - somente agora algumas empresas procuraram a banca para entrar com ações. Como neste ano foi decretada a repercussão geral do assunto, as empresas começaram a pensar como explicariam aos seus acionistas a perda do prazo no ingresso de ações na Justiça caso o Supremo for favorável aos contribuintes, afirma o advogado Luiz Roberto Peroba Barbosa, sócio do Pinheiro Neto. Empresários mais conservadores também ficavam desconfiados sobre o sucesso da tese que defende a restituição porque, ao julgar uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) ajuizada pelo Partido Social Liberal (PSL) em 2002, o Supremo decidiu pela constitucionalidade da prorrogação da cobrança da CPMF, que foi criada com o objetivo de ser provisória.

A maior parte das empresas que agora buscam os escritórios de advocacia são indústrias, instituições financeiras e exportadoras, de acordo com a advogada Valdirene Lopes Franhani, do escritório Braga & Marafon. A tributarista afirma que são, na maioria, empresas que se programaram pensando que não embutiriam mais a CPMF de 0,38% nos custos a partir de 2004. E foram pegas de surpresa com a nova emenda constitucional, diz. Por isso, nos mandados de segurança das empresas alegamos também violação ao princípio da segurança jurídica. No Braga & Marafon, a previsão é de ajuizamento de 20 ações na Justiça até amanhã.

As decisões obtidas nos tribunais pelo escritório Gaia, Silva, Gaede & Associados até agora são, em sua maioria, favoráveis aos contribuintes. Em uma delas, publicada em outubro no Diário Oficial, o desembargador Otávio Roberto Pamplona, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, declarou que a Emenda Constitucional nº 42 não apenas prorrogou, mas majorou a CPMF. A advogada da banca, Ana Paula Faria da Silva, afirma que o escritório ajuizará cerca de nove ações neste mês. Há empresa com até R$ 2 milhões a recuperar, diz a advogada.

Fonte: Valor Economico

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Terça, 16 de Dezembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

Carga tributária baterá novo recorde neste ano

Apesar da crise, mais uma vez a carga tributária brasileira baterá novo recorde anual em proporção do PIB (Produto Interno Bruto). Ao final deste ano, os contribuintes terão recolhido R$ 1,063 trilhão em tributos aos governos federal, estaduais e municipais. Para um PIB estimado em R$ 2,9 trilhões, a carga será de 36,60%, ou 1,06 ponto percentual acima dos 35,54% do ano passado.
A previsão é do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), com base na carga fiscal acumulada nos nove primeiros meses do ano.
Os dados foram divulgados ontem, dia em que, pela primeira vez na história do país, a arrecadação de tributos atingiu R$ 1 trilhão no mesmo ano -informação antecipada pela Folha ao final do ano passado.
Segundo Gilberto Luiz do Amaral, presidente do IBPT, por enquanto “a crise ainda não se refletiu na arrecadação de tributos”. Os números mais recentes da Receita são de outubro, quando a maior parte da arrecadação era referente às vendas de setembro, mês em que a crise começou.
Amaral diz que os primeiros reflexos da crise econômica deverão começar a aparecer neste trimestre. Assim, as receitas tributárias de novembro (que deverá ser divulgada nesta semana) e deste mês (que sairá em janeiro de 2009) deverão ser inferiores às de iguais meses do ano passado.
A Receita não divulga dados trimestrais ou semestrais sobre a carga tributária no país, mas apenas anuais. Na sexta-feira passada, foi divulgada a carga referente a 2007, que alcançou 34,8% do PIB, ou 1,3 ponto acima da de 2006.
O percentual do IBPT de 2007 (35,54%) é superior ao da Receita porque o instituto considera em seus cálculos os valores pagos com multas, juros e correção, além de incluir as contribuições corporativas e as custas judiciais.
Nos primeiros nove meses deste ano, os fiscos dos três níveis de governo já arrecadaram R$ 779,14 bilhões, valor que é R$ 108,66 bilhões superior aos R$ 670,48 bilhões de 2007.
Se a previsão do IBPT se confirmar, a arrecadação avançará R$ 139 bilhões neste ano em relação a 2007 -mesmo sem a CPMF. Ao final do ano, cada brasileiro terá pagado R$ 5.628 aos fiscos -mais R$ 708 em relação a 2007. Informações da Folha de São Paulo

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Segunda, 15 de Dezembro de 2008

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Governo arrecada R$ 1 trilhão em impostos

O governo federal bateu recorde de arrecadação de impostos, atingindo pela primeira vez a marca de R$ 1 trilhão. O número foi registrado na tarde desta segunda-feira (15) pelo Impostômetro, painel eletrônico da Associação Comercial de São Paulo que calcula o valor que o brasileiro paga de tributos atualizado segundo a segundo.
No último ano, o montante atingiu R$ 921 bilhões. Em 2006, o volume arrecadado com impostos, segundo o contador, foi de R$ 812,7 bilhões, e em 2005, ano da inauguração do painel, R$ 731,8 bilhões.

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Domingo, 14 de Dezembro de 2008

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Socorro às montadoras de carros tirou verbas dos municípios

O pacote anticrise do governo federal terá suas contas, informa o blog do Josias da Folha Online. A reclamação é causada pela redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) aos automóveis até o final de março de 2009. O problema é que o IPI é um dos impostos federais que compõem o FPM (Fundo de Participação dos Municípios). Com a redução do IPI, cai também o repasse que o FPM ganha dos impostos federais. Reunidos num seminário que acontece no Recife, os prefeitos do PSB, partido do presidenciável Ciro Gomes, queixaram-se da novidade. “O presidente [Lula] está com boa vontade e o governo está fazendo sua parte no sentido de manter a economia em alta, mas quando você tira o IPI dos carros, facilita a vida do empresário e acaba diminuindo os repasses para as cidades”, disse o prefeito eleito de São José do Rio Preto, Valdomiro Lopes. Segundo as contas do próprio governo federal, a redução do IPI significará uma renúncia fiscal de R$ 1 bilhão. Os carros populares até 1.000 cilindradas (tanto álcool quanto gasolina) terão taxa zero (atualmente é de 7%), os de 1.000 cilindradas a 2.000 cilindradas, à gasolina, terão redução de 13% para 6,5%, e os flex ou álcool, de 11% para 5,5%. Carros acima de 2.000 cilindradas não têm alteração de alíquota. Informações do Midiamax News

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Sexta, 12 de Dezembro de 2008

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Diretor da FIESP diz que pacote não atende setor exportador

As medidas anunciadas nessa quinta-feira (11) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, são insuficientes para o setor exportador. A avaliação foi manifestada nesta sexta (12) pelo diretor-adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Thomaz Zamotto.

“O pacote é bem-vindo porque diminui o risco da redução da atividade industrial e, também, dos efeitos da crise. Mas demonstra claramente que a preocupação do governo está relacionada principalmente à queda do consumo interno do país, motivo da renúncia fiscal anunciada”, disse Zamotto.

Segundo o dirigente da Fiesp, o único ponto positivo das medidas, para o setor exportador, é a possibilidade de crédito para empresas que tenham dívidas em moeda estrangeira. “É claro que, com o custo de crédito altíssimo, a oferta de empréstimos em dólares da reserva para empresas com dívidas no exterior beneficiará exportadores e importadores, mas faltam incentivos específicos para a exportação”.

De acordo com Zamotto, as linhas de Adiantamento de Contratos de Câmbio (ACC) ainda estão muito restritas e caras. “Nós defendemos maior agilidade para as ACCs e para a devolução de empréstimos e impostos acumulados, com atenção especial ao setor do agronegócio.”

Ele defende a utilização de parte do compulsório visando financiar a dilatação de prazo para o pagamento de impostos. “Seria salutar que o prazo para recolhimento do ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço] aumentasse em 60 dias, além dos atuais 45 dias”, sugere.

Informações do DCI

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Sexta, 12 de Dezembro de 2008

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Pacote pró-consumo reduz IR e isenta carro popular de imposto

O governo anunciou ontem um pacote para tentar controlar os efeitos da crise internacional sobre a economia brasileira, com medidas voltadas para estimular o consumo. Foram criadas duas novas alíquotas de Imposto de Renda na fonte (7,5% e 22,5%) que beneficiam, principalmente, quem ganha até R$ 3,5 mil por mês. Em alguns casos, o IR a pagar fica até 50% menor. Também foi reduzido à metade o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas operações de crédito e zerado o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de automóveis novos modelo 1.0, que antes era de 7,5%. Para os carros de 1.1 a 2.0, a alíquota cai de 13% para 6,5% (modelos a gasolina) e de 11 % para 5,5% (modelos a álcool ou flex). As medidas de IOF e IPI entram em vigor hoje; a que beneficia a compra de carros terá vigência até 31 de março de 2009. As novas alíquotas do IR começam a vigorar em 1º de janeiro de 2009. Empresários que estiveram com o presidente Lula pediram redução de juros. Leia mais em O Globo

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Sexta, 12 de Dezembro de 2008

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GOVERNO LULA: A MAIOR TAXA DE JURO

O Brasil é o paraíso dos bancos e das estatais. Os juros médios cobrados no cheque especial subiram para 9,33% ao mês em dezembro, a maior taxa desde junho de 2003 (9,43%). Esse foi o segundo mês consecutivo em que a taxa ficou acima dos 9% -em novembro foi de 9,24%, segundo pesquisa da Fundação Procon-SP. Ao ano, a taxa média do cheque ficou em 191,75%. e O empréstimo pessoal apresentou pelo terceiro mês consecutivo taxa média superior a 6% mensais. Foram 6,25% em dezembro, contra 6,15% em novembro. Ao ano, a taxa média do empréstimo pessoal ficou em 107,06%. Informações do Blog Democratas

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Sexta, 12 de Dezembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria -

Leis tributárias contribuem para a ilegalidade

A complexidade da legislação aumenta o risco de os empresários descumprirem as normas. As multas caras induzem alguns a praticarem a corrupção.

A complexa legislação tributária brasileira e as altas multas contra quem descumpre as regras do Fisco contribuem para aumentar a corrupção no país. Com tantas regras difíceis de entender, muitos empresários acabam tendo dificuldades no cumprimento da legislação. Isso, por sua vez, aumenta a possibilidade das empresas serem multadas. Como as multas são altas, aumenta-se a tentação de subornar fiscais. Clique aqui para ler na íntegra a análise do IBPT

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Terça, 9 de Dezembro de 2008

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E ENQUANTO ISSO EM BRASÍLIA….

Túnel custará R$ 5,6 milhões
Projeto vetado pela oposição

Alheio aos efeitos da crise financeira, o governo liberou crédito especial para a construção de uma passagem subterrânea ligando o Senado ao Palácio do Planalto.
O projeto autorizando a liberação do dinheiro foi apresentado em surdina, num pacote de R$ 107, 65 milhões, que também favorece as justiças Federal e Eleitoral. E só não foi aprovada na última quinta-feira porque o deputado José Carlos Aleluia (BA) e o senador Heráclito Fortes (PI), ambos do DEM, pediram o adiamento da votação do projeto. Eles alegaram não saber o que estavam votando.
Como o pacote também abre crédito para a Companhia Docas do Pará, o deputado Aleluia atacou:
- Criou-se uma estrutura ligada à Presidência da República para contentar aliados, o que mostra que este governo não faz organograma nem humanograma, faz, sim, politograma.
No caso específico do túnel, favorecido com R$ 5,6 milhões, ninguém quer assumir a paternidade da idéia.
O diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, afirmou que a iniciativa de fazer a passagem para pedestre partiu da 1ª secretaria do Senado, em 2005, na gestão do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência da Casa. Informações do Diário Catarinense

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Terça, 9 de Dezembro de 2008

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Boca no trombone

do internauta Antônio Lopes
“É um absurdo o brasileiro ter renda menor que um americano, por exemplo, e pagar muito mais impostos. Chega! É a hora de nos unirmos e pressionar os congressistas e os governos federal e estaduais a apresentarem um proposta de corte de gastos e impostos. A iniciativa privada deve assumir os maiores investimentos em infra-estrutura, desta forma não havaria superfaturamento e roubalheira como ocorre hoje em tudo o que o Governo faz. A Previdencia Social e o Sistema de Saúde deveriam ser optativos. Quem quer pagar plano de saúde e previdência privada deveria ser isentos de arregadar para esses orgãos. Empresas que, proporcionalmente ao seu faturamento, empregarem mais mão-de-obra deveriam pagar menos impostos. Desta forma se incentivaria o emprego, o crescimento destas empresas e obviamente a arrecadação. São tantas as soluções mais LÓGICAS, mas os Governos preferem a via mais fácil e lucrativa para financiar mensalões e quadrilhas de colarinho branco. Palhaçada o que estão fazendo há decadas neste País. Votamops em nossos representantes e eles nos viram as costas, traem seus princípios e não honram os votos que receberam participando de conluios e armações deste jogo de poder e dinheiro que se tranformou o executivo e o legislativo. Acho que basta!”

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Terça, 2 de Dezembro de 2008

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Países de primeiro mundo reduzem impostos sobre produtos para minimizar o impacto da crise econômica

Enquanto o mundo adota medidas para reduzir a carga tributária como medida contra a crise, no Brasil o governo pensa em recriar a CPMF…

O Chanceler do Reino Unido, Alistari Darling, anunciou no dia 24 de novembro dentre outras medidas econômicas a redução do Imposto sobre o Valor Agregado (VAT), de 17,5% para 15%, com o objetivo de incentivar o povo britânico a fazer compras de Natal. Os varejistas foram instruídos a repassar esta redução tributária aos seus clientes tornando o preço final dos produtos e serviços mais acessível ao consumidor, assim estimulando o consumo e o crescimento econômico. O VAT é semelhante ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) no Brasil. Até o momento, no Brasil, não se ouvir falar sobre redução do ICMS como parte do plano de estímulo econômico. Informações do IPBT

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Terça, 2 de Dezembro de 2008

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Enfeites de Natal têm quase 50% do valor em impostos, indica IBPT

No fim de ano, presentes não são os únicos itens com que as pessoas gastam dinheiro, mas também em enfeites de Natal ou nas comidas típicas da data. Como não poderia deixar de ser, os tributos têm alta incidência nesses produtos. Nos enfeites, a carga tributária chega a representar 48,02% do valor final. Na compra de uma árvore de Natal, 39,23% é destinado aos cofres públicos, e um presépio, 35,93%, segundo dados do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário). As luzes pisca-piscas, típicas da data, também não ficam atrás, com uma incidência de 48,02%, além de 48,28% de energia elétrica.

Alimentando o Leão
Os alimentos preferidos das pessoas nessa época do ano também não ficam de fora. As bebidas são as que possuem as maiores porcentagens de valor destinado ao governo. No caso da champagne, 59,49% são para pagar tributos, e no vinho, esse percentual é de 52,50%. Os refrigerantes também não ficam muito atrás, com 45,80%.

No caso do peru, chester e pernil, 29,32% do valor são destinados aos cofres públicos. Já se a opção é pelo bacalhau importando, esse índice é ainda maior, de 43,78%. Peixes em geral tem uma incidência de 34,48% de tributos no preço. Por sua vez, o preço dos doces também tem o “gostinho amargo” dos tributos. Nas frutas, os tributos representam 21,78% do valor, e no panetone, 34,63%.

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Quarta, 26 de Novembro de 2008

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Planalto corre contra o tempo

Da Gazeta Mercantil
Uma extensa agenda de propostas na área econômica ocupam a pauta do Congresso nos próximos dias. O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), profetizou no início da semana que o governo terá que correr se quiser conseguir aprovar uma pauta de projetos que vão engordar os cofres da União em 2009 ou que servem para atenuar os efeitos da crise econômica mundial no Brasil. (…)Analistas da consultoria Arko Advice acreditam que, na Câmara, o líder do governo, deputado Henrique Fontana (PT-RS) tentará retomar a votação da CSS. Fontana quer finalizar a votação da proposta, cuja análise vou paralisada em junho. O projeto recebeu uma emenda da oposição que, se aprovada, suprimirá a base de cálculo do tributo, inviabilizando sua cobrança. O projeto regulamenta a Emenda 29 (provisão de recurso para a Saúde) e, na prática, substitui a extinta Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

ATENÇÃO!!!! AGORA ELES VÃO TENTAR DE TUDO PRA APROVAR AINDA ESSE ANO A VELHA-NOVA CPMF (A CSS).

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Segunda, 24 de Novembro de 2008

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Papai Noel mais magro

Do IBPT
Com o cenário financeiro instável, vários setores da economia prevêem aumento nos preços e queda nas vendas. Os produtos importados são diretamente impactados pela alta da moeda norte-americana, por isso, com maior pressão sobre os custos, a previsão é de que haja reajustes nos preços.
A carga tributária embutida nos presentes e produtos mais consumidos no Natal colaboram para um fim de ano mais caro par ao consumidor. De acordo com o estudo desenvolvido pelo IBPT, o contribuinte paga 39,80% de tributos quando compra de presente um celular, e 44,94% quando adquire um televisor; dois dos produtos mais procurados neste Natal.
Para presentear as crianças com brinquedos, o Papai Noel vai contribuir com 34,30%, e 72,18% se o presente for um jogo eletrônico. O diretor técnico do IBPT, João Eloi Olenike, analisa: “com tantas opções, o consumidor que sairá ganhando é aquele que levar em conta o quanto paga de imposto em cada produto e souber aproveitar o momento”.

De Figuras

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Sexta, 21 de Novembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria -

Quase 90% das indústrias dizem que já foram afetadas pela crise

A crise financeira internacional trouxe uma onda de pessimismo para a indústria brasileira, que prevê dificuldades de vendas e redução em investimentos. Consultadas pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) sobre os impactos da turbulência no país, 88% das empresas informaram que foram afetadas pela crise e 57% contaram que já esperam vendas menores no ano que vem.
A sondagem da CNI indica que a redução dos investimentos não se baseia apenas na perspectiva de crescimento menor da economia brasileira, mas também na dificuldade de obter crédito. Na pesquisa, 71% das empresas disseram ter cancelado ou adiado investimentos e 61% assinalaram dificuldades para obter crédito, como taxas de juros mais altas.
Assinante da Folha de São Paulo, clica aqui para ler mais

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Quinta, 20 de Novembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

Comissão rejeita emenda que reduzia carga tributária

Do Josias de Souza

Depois de quase dez horas de sessão, a comissão especial da reforma tributária concluiu a votação da proposta. Deu-se às 5h53.

O texto base do relator Sandro Mabel (PR-GO) fora aprovado ainda na noite de quinta (19). Mas havia um lote de emendas sugerindo alterações.

Decidiu-se entrar pela madrugada. Foram exatas nove horas e 53 minutos ininterruptos de sessão.

Quem sobreviveu aos debates, como o signatário do blog, ficou com a impressão de que, concluída a votação, produziu-se um monstrengo que, longe de reduzir, pode aumentar a carga de tributos.

As más intenções ficaram explícitas no instante em que foi votada uma emenda propondo uma regra explícita de redução de tributos. A poda seria gradual: 1% ao ano, durante os próximos oito anos.

A proposta, de autoria do deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC) foi, obviamente, rejeitada pela maioria governista. Só DEM, PSDB e PPS disseram “sim”.

Contra a vontade do relator Sandro Mabel, aprovou-se uma emenda que afaga os brasileiros pobres: isentaram-se de tributos os alimentos que compõem a cesta básica.

Evitou-se, de resto, um escândalo. Eduardo Cunha (PMDB-RJ) pendurara na reforma uma emenda que obrigava o governo a renegociar os débitos tributários de sonegadores, parcelando-os.

Sandro Mabel revelou-se simpático à esperteza. Dispôs-se a incorporá-la ao seu texto depois de uma negociação com o ministério da Fazenda. Houve uma grita generalizada. E terminou prevalecendo o bom senso. A proposta foi ao lixo.

Vai abaixo um resumo de algumas das votações da madrugada. Há informações também aqui.

Carga tributária: a comissão rejeitou emenda que propunha a redução gradual da carga tributária no país.

Apresentada por Paulo Bornhasen (DEM-SC), a emenda sugeria uma poda de 1% ao ano: 0,6% sobre tributos federais, 0,3% sobre impostos estaduais e 0,1 sobre os municipais.

A redução vigoraria por oito anos. O relator Sandro Mabel atacou: “Gostaria de poder fazer uma redução de carga tributária por lei, decreto ou emenda; mas, pelo que estudei […], não é assim que se faz”.

Parcelamento: na calada da madrugada, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) tentou enganchar na reforma tributária uma emenda com cara de escândalo.

Propunha o parcelamento de dívidas tributárias de sonegadores. O relator Sandro Mabel revelou-se simpático à idéia.

Levada a voto, a emenda foi rejeitada. Ao anunciar o resultado, Antonio Palocci (PT-SP) disse: “Por unanimidade”.

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Quinta, 20 de Novembro de 2008

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Arrecadação federal bate novo recorde e soma R$ 564 bilhões até outubro

Do G1

Receita de tributos cresce mesmo sem CPMF e apesar da crise financeira. Contra mesmo período de 2007, aumento real foi 10,3%, ou R$ 54 bilhões.

A arrecadação de impostos e contribuições federais, o que inclui as demais receitas (royalties e concessões, entre outros) além da arrecadação previdenciária, bateu novo recorde ao somar R$ 564 bilhões de janeiro a outubro deste ano, segundo a Secretaria da Receita Federal. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (19).

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Quarta, 19 de Novembro de 2008

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Reforma Tributária: especialistas também criticam proposta

Não é só entre os secretários estaduais de fazenda que a proposta de reforma tributária do governo enfrenta resistências. Especialistas em tributação também não poupam o projeto de críticas e se mostram céticos em relação aos possíveis impactos positivos de sua aprovação.
– Se 80% dos secretários estaduais, que é quem está com a mão na massa, se mostrou contrário à discussão da proposta, é verdadeira loucura levar isso adiante agora – dispara o advogado tributarista Ives Gandra Martins.
O especialista também critica o momento em que o governo tenta aprovar a proposta. Segundo Ives, a imprevisibilidade dos impactos da crise financeira internacional torna perigosa qualquer alteração no sistema tributário.
– Isso devia ter sido feito em períodos de estabilidade que tivemos em anos anteriores. Hoje não sabemos qual será o nível de recessão da economia brasileira, o nível de desemprego. É um absurso mexer agora. Do JB On-line Clique aqui para ler mais

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Quarta, 19 de Novembro de 2008

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Reforma Tributária

Comissão Especial da Reforma Tributária realizou na terça-feira (18) uma reunião para continuar a discussão sobre o parecer do relator, deputado Sandro Mabel (PR-GO). O parecer pode ser votado hoje, mas o deputado Paulo Bornhausen (Democratas-SC) acredita que essa reforma já deveria ter sido votada há muito tempo.

“O governo deveria ter enviado o projeto da Reforma Tributária em fevereiro de 2005, nos primeiros anos do governo Lula, e não agora, com a pressa de quem está saindo”, disse o deputado catarinense. Esse, segundo Bornhausen, foi um dos erros principais da Reforma Tributária.

De acordo com o parlamentar, a proposta ainda apresenta outro erro, definido por ele como “fatal”: a possibilidade do aumento da carga tributária. “Um aumento de carga tributária neste momento seria inaceitável”, afirmou. E, embora tenha elogiado o empenho do relator, lembrou que empenho nem sempre é o suficiente para definir a melhor situação para o País.

O deputado Luiz Carreira, dos Democratas da Bahia, também criticou o texto do relator. Carreira ressaltou que a luta contra a possibilidade de um aumento de carga é um dos princípios do Partido e que “o Democratas não vai abrir mão disso”.

A guerra fiscal entre estados, como sempre, foi lembrada durante o debate. Bornhausen embrou que concorrência fiscal deve existir. “Devemos organizar a concorrência, sem práticas fiscais predatórias”, enfatizou o catarinense.

Para Luiz Carreira, a criação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR) seria uma ferramenta para combater a guerra fiscal. “O País não tem, não o pratica e não dá nenhuma diretriz sobre uma possível política de desenvolvimento regional”, disse Carreira.

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Quarta, 19 de Novembro de 2008

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Miriam Leitão: os piores números estão por vir

Panorama Econômico - Miriam Leitão

O descompasso entre a economia internacional e a brasileira leva a interpretações erradas. E pior: decisões erradas. As vendas do comércio em setembro foram altas e parecem confirmar a idéia de que somos inatingíveis. Não somos. As vendas de carros estão despencando, e isso faz Brasília reagir como se o país estivesse em recessão. Não estamos. Brasil e mundo vivem momentos diferentes da crise.
(…)
Ontem, o IBGE divulgou a Pesquisa Mensal de Comércio, mostrando que continuam aumentando as vendas do comércio varejista até setembro. Naquele mês, em São Paulo, por exemplo, o aumento sobre setembro do ano passado foi de 12,3% no volume de vendas, e o acumulado do ano no Estado foi de 13,9%. O Bradesco divulgou ontem que o crédito à pessoa física termina o ano com alta de 14,5%. Nada é crise, mas é retrato do passado. Para o CSFB, em outubro, as vendas de varejo serão negativas, como já aconteceu com vendas de carros, que caíram 2,1% em relação a outubro de 2007. Em setembro, o crescimento comparado ao mesmo mês do ano passado havia sido de 31,7%.
Mas os dados de outubro da produção industrial vão assustar, porque mostrarão, segundo a MB Associados, os efeitos da “parada brusca” do quarto trimestre deste ano. Eles apostam num número negativo de 1,5% na comparação com setembro e de alta de apenas 1,2% em relação a outubro do ano passado.
(…)
Todo esse reforço de crédito que o governo tenta liberar para o consumo de veículos só faz retardar o lado bom de uma redução de demanda: a queda dos preços. Lá fora eles despencam tanto, que economistas discutem o risco de deflação. Aqui não há queda de preços. A MB prevê inflação dentro da meta, mas ainda alta, com menos espaço para reduzir mais a taxa de juros.
(…)
O ideal seria o governo ter estratégia, indicadores antecedentes e uma visão precisa da diferença de natureza da nossa crise e da deles; fugindo tanto da síndrome da marolinha quanto da síndrome do tsunami.

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Segunda, 17 de Novembro de 2008

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Impostos pagos no Brasil ultrapassaram os R$ 900 bilhões hoje

A calculadora de impostos pagos no Brasil desde o início do ano ultrapassou a cifra de R$ 900 bilhões nesta segunda-feira, dia 17. O chamado “Impostômetro” da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) informa os tributos municipais, estaduais e federais pagos em todo o país.
De acordo com a ACSP, em 2007, esse montante tinha sido atingido somente no dia 27 de dezembro. Assim, neste ano a mesma quantia já foi paga 37 dias antes.

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Segunda, 17 de Novembro de 2008

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Redução de impostos

VAMOS VER SE NO BRASIL O EXEMPLO É SEGUIDO…
A OCDE – Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económicos alertou ontem para o fato das economias desenvolvidas, entre as quais a da Zona Euro, deverem entrar em recessão no próximo ano e defendeu que são necessários cortes de impostos para ajudar a resolver a situação. Leia mais

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Segunda, 17 de Novembro de 2008

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Empresas perdem mais tempo com impostos no Brasil

A mais recente edição do estudo Paying Taxes 2009, elaborado pelo Banco Mundial e a PricewaterhouseCoopers, revela que o Brasil é o País onde as empresas mais perdem tempo pagando impostos, com 2,6 mil horas por ano, informa o site InfoMoney.
No estudo, que englobou 181 países, o Brasil ficou em 181º lugar no ranking de horas gastas pelas empresas para ficar de acordo com a legislação tributária. Com os impostos referentes aos empregados, perde-se 491 horas por ano; com os tributos referentes à empresa em si, 736 horas; com os referentes ao consumo, 1.374 horas.
O documento destaca que pesquisas do Banco Mundial, realizadas com empresas brasileiras, revelam que 84% dos empresários consideram impostos, tributos e contribuições um obstáculo; já 66% identificaram as taxas administrativas, especificamente, como obstáculos.
Informações da revista Pequenas Empresas Grandes Negócios

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Quinta, 13 de Novembro de 2008

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CSS poderá voltar ao plenário da Câmara ainda este ano

E O ABSURDO MAIOR. O GOVERNO LULA NÃO DESISTE! MESMO EM MEIO A UMA GRAVÍSSIMA CRISE E A MEDIDAS PROVISÓRIAS DESCABIDAS, AINDA TEM CORAGEM DE INSISTIR NA RECRIAÇÃO DA CPMF, COM NOME DE CSS!

O líder do PR na Câmara, deputado Luciano Castro (RR), confirmou ontem que irá propor ao plenário na próxima terça-feira a análise do último destaque da proposta que institui a Contribuição Social para a Saúde (CSS), imposto criado pelo governo federal para substituir a extinta Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). A oposição promete resistir e obstruir os trabalhos na Casa se a base aliada insistir em votar o destaque apresentando pelo DEM, que acaba com a base de cálculo do novo tributo. Informações da Gazeta Mercantil

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Quinta, 13 de Novembro de 2008

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MP 446 PREMIA “PILANTROPIA”

“O Congresso não pode aceitar esse absurdo. Essa MP premia a filantropia de fachada e promove uma renúncia fiscal de R$ 5 bilhões.”
Deputado Paulo Bornhausen (Democratas-SC), sobre a medida provisória editada pelo Planalto que renova o certificado de filantropia de entidades, muitas delas suspensas e sob investigação de irregularidades.

O deputado Paulo Bornhausen (Democratas – SC) afirmou nesta quarta-feira (12), na tribuna da Câmara, que o Congresso Nacional não pode aceitar a MP 446. “Trata-se de um absurdo, que pretende dar anistia a entidades que se fantasiam de filantrópicas para roubar o dinheiro público”, denunciou. “A MP 446 premia a falsa filantropia. Como afirma o procurador da República Pedro Antônio Machado, essa MP só beneficia a fraude e os fraudadores”, afirmou. Bornhausen disse que enquanto os deputados trabalham “aqui no plenário a sério, tentando aprimorar as medidas que o Brasil necessita para enfrentar a crise, é inadmissível que o Palácio do Planalto encontre tempo para promover um absurdo desse. É uma falta de respeito à nação, à justiça, ao Congresso Nacional, ao povo brasileiro”, enfatizou, para dizer que o Democratas não vai permitir que “essa insensatez se concretize”.

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Quinta, 13 de Novembro de 2008

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MP 443 DÁ SOCORRO A EMPREITEIRAS DO PAC

As empreiteiras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o setor de informática pegaram carona na Medida Provisória 443, que permite que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal comprem instituições financeiras, e foram beneficiadas na aprovação da MP ontem pelo plenário da Câmara. O líder do Democratas, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), protestou. “As empreiteiras que executam obras do PAC e que eventualmente fizeram maus negócios com outros setores não podem ser premiadas com dinheiro do contribuinte”, afirmou. Informações do Estadão.

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Terça, 11 de Novembro de 2008

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BCs pedem cautela com gasto público

A QUESTÃO É URGENTE NUM MOMENTO DE PROFUNDA, E MANTEGA E MEIRELLES SEGUEM EM CONFLITO… E ENQUANTO ISSO, FICAMOS ESPERANDO SEM SABER O RUMO QUE O GOVERNO VAI TOMAR.

do Estadão
A posição é contrária à do ministro Guido Mantega, que defende o aumento de investimentos para estimular a economia

Reunidos ontem em São Paulo para o encontro bimestral do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), presidentes de bancos centrais deram as boas-vindas a pacotes fiscais como o anunciado domingo pela China. No entanto, fizeram a ressalva de que cada caso é um caso. Ou seja, a expansão dos gastos públicos para conter a desaceleração econômica deve considerar a situação de cada país.(…) O presidente do Banco Central (BC) do Brasil, Henrique Meirelles, observou que as decisões de política fiscal têm de ser adotadas em cada país, de acordo com suas necessidades. Em outras palavras, o risco de desaceleração econômica varia entre as nações.
A visão é conflitante com a do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e outros integrantes do governo Lula, que já defenderam o aumento do investimento público e uma política monetária menos dura como forma de estimular a economia brasileira. Esse diagnóstico considera que o maior risco para o País, hoje, é de desaceleração, e não de alta da inflação.

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Segunda, 10 de Novembro de 2008

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EXÉRCITO:R$ 5 MILHÕES PARA LAND ROVERS

O Departamento Logístico do Ministério da Defesa empenhou (reservou em orçamento) R$ 5,1 milhões para a compra de 37 Land Rovers de diferentes modelos, todos tração 4×4. São 30 unidades do tipo Defender 130, cabine dupla, com teto de lona, por R$ 139,9 mil cada, cinco unidades Defender 130, cabine dupla, com teto rígido “na cor camuflada” por R$ 135,5 mil e duas unidades Defender 110 com teto rígido, também “na cor camuflada”, por R$ 132 mil. Esse é um dos destaques do “Carrinho de Compras” do site Contas Abertas, que vai mostrar também: aluguel de mini vans, compra de amaciantes, liquidificadores, canecas em porcelana, entre outros brinquedinhos… Clique aqui e saiba mais.

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Sexta, 7 de Novembro de 2008

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Relatório da reforma pode recriar CPMF

CONFORME JÁ FALAMOS….

da Folha de São Paulo

Texto apresentado por Sandro Mabel exige aprovação por lei complementar

Esse tipo de lei exige apoio de 257 deputados e 42 senadores, quórum menor que o exigido para aprovar uma emenda constitucional

O projeto de reforma tributária que está em discussão no Congresso Nacional facilitará a recriação, caso o governo queira, de uma contribuição sobre movimentação financeira como a extinta CPMF (o tributo do cheque, que deixou de ser cobrado em 1º de janeiro deste ano) ou a CSS, que ainda tramita no Congresso. Além disso, abre caminho para a tributação de grandes fortunas.
O relatório apresentado pelo deputado Sandro Mabel (PR-GO) resolve as dúvidas jurídicas que hoje envolvem a tramitação da CSS. O texto exige que as contribuições sejam criadas por meio de lei complementar, que necessita de apoio de 257 deputados e de 42 senadores, quórum menor que o exigido para aprovação de uma emenda constitucional. Hoje, esse ponto é polêmico, e integrantes do governo defendem que a Constituição faz essa exigência apenas para novos tributos.

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Quinta, 6 de Novembro de 2008

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Reforma pode criar dois tributos

É AQUILO QUE TODOS NÓS SABÍAMOS! SE APROVADA, A REFORMA TRIBUTÁRIA DO GOVERNO VAI RECRIAR A CPMF (A TAL CSS). OU SEJA: UMA REFORMA SÓ PRA AUMENTAR IMPOSTOS! 

Do Estadão

Substitutivo de relator prevê contribuição para saúde e imposto sobre fortunas; oposição reage

O substitutivo apresentado pelo deputado Sandro Mabel (PR-GO), relator da proposta de reforma tributária, permite a criação de pelo menos mais duas contribuições sociais. Uma delas poderá ser sobre movimentação financeira, em substituição à extinta CPMF, e outra sobre grandes fortunas. Pelo substitutivo, ambas poderão ser criadas por lei complementar.
Paralelamente à reforma tributária, a Câmara já aprovara em junho projeto de lei que tentava recriar a CPMF sob o nome de Contribuição Social para a Saúde (CSS). A proposta, contudo, acabou abandonada pelos governistas antes de ir ao Senado. É que contestação jurídica da oposição - que ameaçou levar o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF) - mostrou que, para existir, qualquer tributo precisa estar previsto na Constituição. O substitutivo de Mabel tenta, agora, contornar esse obstáculo - introduzindo na emenda constitucional da reforma tributária permissão para o governo criar contribuições por lei complementar.

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Quinta, 6 de Novembro de 2008

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STF suspende gastos extras de R$ 1,6 bi do governo Lula

ESTA É UMA AÇÃO IMPORTANTÍSSIMA CONTRA O USO ABUSIVO DE MEDIDAS PROVISÓRIAS!!!

Da Folha de São Paulo
Medida provisória liberava créditos para os órgãos da União e para obras do PAC
Suspensão dos recursos vale para aqueles que ainda não foram utilizados; os que já foram, os ministros poderão considerá-los como ilegais
 O STF (Supremo Tribunal Federal) suspendeu ontem, por 6 votos a 4, gastos previstos em uma medida provisória editada em novembro do ano passado, que criou R$ 1,64 bilhão em despesas extras, até que a Corte analise o mérito da questão.
O tribunal analisou uma ação direta de inconstitucionalidade proposta pelo PSDB contra a MP, que chegou a ser aprovada pelo Congresso Nacional em abril deste ano. A legislação liberou crédito extraordinário para diversos órgãos e programas do Executivo, como o Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes), obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e até para as obras da transposição do Rio São Francisco.
A suspensão dos recursos vale para aqueles que ainda não foram desembolsados, valor que o Ministério do Planejamento não soube precisar. Aqueles que já foram gastos poderão ser declarados ilegais no julgamento do mérito da ação, segundo afirmou o ministro Ricardo Lewandowski.

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Quarta, 5 de Novembro de 2008

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LULA: RECORDE DE 100 MIL BOQUINHAS

Do Blog Democratas
Só neste ano o governo Lula vai criar 85.924 novos cargos, segundo levantamento do PSDB. No primeiro semestre, foram 56 mil vagas para servidores públicos, além de 7,9 mil funções gratificadas e comissionadas. Do total de cargos criados, a expectativa é de que 10.375 sejam preenchidos em 2008 e 45.968 entre 2009 e 2012. Hoje, segundo dados do Ministério do Planejamento, o Executivo federal acumula 529 mil servidores civis em atividade, incluindo efetivos, temporários e comissionados. O número é 43 mil superior ao existente no início de 2003, quando Lula tomou posse, sem contar os demais Poderes, onde o acréscimo foi de 18 mil servidores.

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Quarta, 5 de Novembro de 2008

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Política tributária pode ser determinante em tempos de crise

Em seu último boletim o IBPT faz uma apresentação das propostas tributárias dos candidatos Obama e McCain para os EUA, e comenta que em meio à crise econômica o país sofre com a queda na arrecadação de impostos e lança a provocação: “Por que os candidatos pensam em diminuir a tributação sobre a renda das pessoas físicas e devolver-lhes dinheiro em forma de ‘refunds’ quando os estados e o governo estão enfrentando quedas na arrecadação? Afinal, no Brasil estamos acostumados com um governo que aumenta a carga tributária sempre que se vê em alguma dificuldade e os contribuintes acabam pagando por este aumento direta ou indiretamente”

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Quarta, 5 de Novembro de 2008

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Trem “bão”

Do Klécio Santos (Diário Catarinensea)
Antes de mais nada, o governo precisa andar nos trilhos e afinar o discurso. Em tempos de crise, o ministro Guido Mantega pediu ao Congresso que não aprove aumentos de gastos com servidores. Pois ontem o colega Patrus Ananias fez um apelo aos deputados para que aprovem a criação de 164 cargos comissionados, um trem da alegria para lá de inoportuno em meio às inseguranças econômicas. O impacto anual da maria-fumaça de Patrus é de R$ 13,8 milhões. A criação dos cargos se justificaria, segundo o ministro, por conta do aumento das demandas dos programas sociais. A despesa seria “irrisória”, na visão do mineiro. O problema é que qualquer gasto público, a essa altura, é de causar estranheza. A oposição não perdeu a deixa e aproveitou para bater numa tecla antiga: a de que o governo não impõe freios à gastança. O desacerto é tamanho que enquanto Patrus se esforçava para aprovar as boquinhas, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), manobrava para adiar a votação de um aumento salarial dos servidores que tramita no Senado. O custo da iniciativa seria de R$ 1,9 bilhão este ano, chegando a R$ 7,2 bilhões em 2011, com aumentos concedidos de forma escalonada, ano a ano. O que Jucá quer é ganhar tempo para negociar uma sangria menor. A medida gera um desgaste com os funcionários públicos. Contudo, não há outra alternativa a não ser romper o acordo diante do que o próprio peemedebista considera uma “péssima hora”. Resta saber se o Congresso está disposto a criar obstáculos e se desgastar com mais de 90 mil servidores.

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Segunda, 3 de Novembro de 2008

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Inflação pelo IGP-M volta a subir e fica em 0,11% em setembro, diz FGV

Da Folha On-line
O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) teve alta de 0,11% em setembro, voltando a subir depois da deflação de 0,32% em agosto. O índice acumula no ano alta de 8,47%, enquanto nos 12 meses até setembro a alta é de 12,31%. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

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Terça, 28 de Outubro de 2008

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Classes C e D já cortam gastos devido à crise, diz pesquisa

A crise é real e já afeta o bolso do povo.

Pesquisa realizada pelo Ibope em cinco capitais e no Distrito Federal mostra que a crise financeira internacional já bateu às portas das classes C e D, que começaram a cortar itens de suas cestas de consumo (inclusive alimentos) e mostrar preocupação com uma inflação maior e um crescimento menor da economia.
Dos 400 entrevistados, 26% dizem que reduziram as compras de alimentos da cesta básica, e 24% deixaram de gastar com itens de lazer.

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Quarta, 22 de Outubro de 2008

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Gastos públicos cresceram 10% até agosto

Do jornal Folha de São Paulo


Apesar da insistência do governo de que os gastos públicos crescem menos que o aumento do PIB (Produto Interno Bruto), as despesas estão maiores neste ano. Os gastos de custeio, excluídos os investimentos já realizados, tiveram aumento de 10% de janeiro a agosto.
A comparação feita pelo Tesouro Nacional e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para demonstrar que houve queda nos gastos usa como base a previsão de crescimento do PIB nominal, de 12,6%. O PIB nominal é calculado pelo crescimento da economia, mais o aumento de preços medido pelo IBGE, um índice conhecido como deflator do PIB. É unânime entre os economistas que a apresentação de um resultado real desconta só a inflação do período, medida pelo IPCA ou pelo IGP. O IPCA de janeiro a agosto foi de 4,48%.
Os gastos federais somaram R$ 306,8 bilhões nos oito primeiros meses deste ano. Os dados de setembro ainda não foram divulgados.
A maior despesa do Poder Executivo é com a folha de salários dos servidores, de R$ 82,1 bilhões até agosto.

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Terça, 21 de Outubro de 2008

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Mercado prevê alta da inflação

E agora? Como o governo vai combater a inflação?

ESTADÃO
A disparada do dólar levou economistas a refazerem as contas para a inflação. A percepção é que o câmbio mais alto vai pressionar os preços nos próximos meses. Esse diagnóstico se refletiu na pesquisa semanal Focus divulgada ontem pelo Banco Central, na qual analistas de bancos aumentaram de 4,80% para 4,90% a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2009. Foi a primeira alta após cinco semanas de redução.
A pressão sobre os preços coloca uma dificuldade adicional para o BC, que na próxima semana decidirá a taxa básica de juros, a Selic, nos 45 dias seguintes. A Selic, atualmente de 13,75% ao ano, é o principal instrumento usado pelo BC para conduzir a inflação para a meta definida pelo governo. A despeito da pressão sobre a inflação, ganha força a previsão que o BC deve ser menos rígido com os juros nos próximos meses para não agravar o problema, considerado mais urgente, da falta de liquidez na economia.

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Sexta, 17 de Outubro de 2008

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A próxima vítima pode ser o seu salário

Fonte: New York Times
David Leonhardt

É possível imaginar que a crise de crédito talvez possa se amenizar com as medidas já tomadas pelos governos . Mas uma das grandes lições dos últimos 12 meses foi a de não subestimar a severidade dos problemas econômicos. Eles vão bem além do setor de habitação e de Wall Street.

Assim, qual deve ser a próxima área varrida pela crise? É provável que ela venha a girar em torno da pior queda nos salários desde – e você sabia que essa comparação viria- a Grande Depressão dos anos 1930.

A queda atual não será tão catastrófica quanto a ocorrida durante a Depressão, mas também será bem diferente de qualquer coisa que o país tenha enfrentado por um longo período.

A renda do domicílio médio norte-americano, ou seja, o domicílio localizado no ponto médio da distribuição de renda, provavelmente será mais baixa em 2010 do que uma década antes, um indicador espantoso.

Isso não acontecia desde os anos 30. O salário médio hoje já é um pouco inferior ao de 2000, e em 2010 ele poderá ter caído em mais de 5% ante seu pico anterior.

Caso você estude os resultados das pesquisas de opinião pública das últimas décadas, perceberá que nada prevê o clima da opinião pública como o crescimento da renda.

Quando a renda está crescendo em ritmo vigoroso, como aconteceu na metade dos anos 1980 e no final dos 1990, os norte-americanos tendem ao otimismo. Na mais recente pesquisa de opinião pública do “New York Times” e da rede de TV CBS, 89% dos respondentes afirmaram que o país “havia perdido seriamente o rumo”, um nível recorde.

Clique aqui para continuar lendo

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Quarta, 15 de Outubro de 2008

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Quanto custa

Nestes 20 anos de vigência da Constituição Federal (promulgada em 05 de outubro de 1988), houve 13 reformas tributárias, foram criados inúmeros tributos e, hoje, são editadas duas normas tributárias por hora!

Atualmente, as empresas devem cumprir 3.207 normas, o que corresponde a um gasto de cerca de R$ 38 bilhões por ano para manter pessoal, sistemas e equipamentos para acompanhar as modificações da legislação.

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Sexta, 10 de Outubro de 2008

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Presentes para Dia das Crianças com até 72% de impostos

Estudo realizado pelo IBPT calcula o peso de tributos sobre brinquedos. Maior pressão é nos eletrônicos, confira a tabela.

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Segunda, 6 de Outubro de 2008

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DIAS TRABALHADOS PARA PAGAR A INEFICIÊNCIA GOVERNAMENTAL

No Brasil, a classe média trabalha 75% do ano para pagar tributos e adquirir serviços privados em substituição aos serviços públicos – aqueles que deveria ser fornecidos pelo governo, como saúde, educação e segurança.

O número foi revelado pelo IBPT, e mostra também que a classe média trabalhou até 05 de junho somente para pagar tributos (157 dias); e de 06 de junho a 30 de setembro (117 dias) terá trabalhado para adquirir serviços privados de educação, saúde, previdência, segurança e pedágio. A segurança privada foi o item que mais apresentou crescimento.

Clique aqui para ver o estudo completo feito pelo IBPT.

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Sexta, 3 de Outubro de 2008

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Impostos somam quase 40% do valor do carro 1.0

O preço do carro zero no Brasil é um dos mais caros do mundo. Boa parte da culpa, segundo as montadores, é da carga tributária que incide sobre o preço de veículos (IPI, ICMS, PIS e Cofins) e que acaba sendo repassada ao consumidor.
As informações são do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), que também mostra que sobre os automóveis populares, com moto 1.0, esta carga pode chegar até 37,55%. O estudo realizado pelo Instituto aponta ainda que o valor do carro novo subiu 75% nos últimos sete anos.
Nos EUA, por exemplo, o valor de um carro novo pode chegar a 40% do praticado no mercado brasileiro. Por exemplo, o preço do Honda CRV, que sai por cerca de R$ 100 mil no Brasil e, nos EUA, pode ser encontrado por US$ 20.700.

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Terça, 30 de Setembro de 2008

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Imposto que não é brinquedo

Matéria do jornal Diário Catarinense de hoje

O Dia das Crianças se aproxima, em 12 de outubro, mas quem deve ganhar o maior presente é o governo. A quantidade de impostos embutidos nos brinquedos passa dos 72% do valor total dos produtos. O imposto embutido nos presentes mais procurados para os pequenos é maior do que itens como livros, por exemplo. O índice foi revelado, ontem, pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). Os videogames lideram a lista.
Quem compra um Playstation, por exemplo, paga 72,18% de imposto. No caso do MP3 iPod, quase metade do valor é destinado ao pagamento de tributos (49,45%). Uma bola de futebol carrega 46,49% em impostos. De acordo com o economista Emílio Alfieri, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), é como se no Dia das Crianças o pai estivesse dando ao filho impostos embrulhados em papel de presente. O tributo embutido nos livros é o mais baixo, informa o estudo, e corresponde a 15,52% do valor do produto.

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Segunda, 29 de Setembro de 2008

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Feirão do Imposto

Todos os dias compramos pão, tomamos café e vamos para o trabalho e, muitas vezes, não nos damos conta de que grande parte do que pagamos para isso tudo são impostos que vão direto para o governo.

Por exemplo: na farinha, a porcentagem é de 34,47%, no café é de 36,52% e no açúcar é de 40,4%. Para o transporte a mordida também é grande, 57,03% na gasolina e 22,98% na passagem de ônibus.

No total, são 83 tributos pagos no Brasil.

Foi para levar essas informações até os cidadãos que, no final de semana, o Feirão do Imposto foi realizado simultaneamente em 100 cidades brasileiras, sendo 11 delas em SC.

Em Florianópolis, no Shopping Iguatemi, no sábado e domingo, foi montada a casa do imposto.

- Esses eventos são de extrema importância para conscientizar a população sobre os impostos abusivos e para o pequeno retorno em investimentos que a sociedade recebe em troca - afirmou o coordenador da Acif Jovem, Sandro Yuri Pinheiro.

Na esquina das ruas Felipe Schmidt e Deodoro, no Centro, foram realizadas diferentes ações: além da panfletagem, com a lista de produtos e os respectivos impostos embutidos em cada um deles, foram distribuídos 50 litros do Chopp Opa Bier, de Joinville, mas somente menos de meio copo para cada pessoa, que é o que sobra após retirar os 56% de tributos incluídos na bebida. Um mini-posto, com bomba de combustível, também chamava a atenção para a carga tributária da gasolina (57,3%), carros (43,63%) e motos (44,4%).

O Feirão dos Impostos é uma iniciativa dos núcleos jovens da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF) e da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL).

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Quinta, 25 de Setembro de 2008

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Imposto e serviços engolem 75% do ganho anual

em O Globo

O contribuinte brasileiro de classe média vai gastar 75% do ano apenas para pagar impostos e adquirir serviços que deveriam ser fornecidos pelo próprio governo, como saúde, educação, segurança, Previdência e até estradas. É o que mostra um estudo divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).

De acordo com a entidade, os contribuintes no país tiveram de trabalhar até 27 de maio (o equivalente a 148 dias) para ficar em dia com os tributos cobrados pela União, estados e municípios. Depois disso, a renda obtida no período de 28 de maio a 29 de julho (63 dias) foi consumida com itens como escola e plano de saúde particular.

Já os contribuintes de classe média, com renda mensal entre R$ 3 mil e R$ 10 mil, trabalharam até 5 de junho somente para pagar impostos (são 157 dias) e depois até 30 de setembro (mais 117 dias) para tapar a ineficiência dos serviços prestados nas três esferas de governo no país.

- O cidadão de classe média só começará a trabalhar para comer, se vestir, morar, adquirir bens, gozar férias e fazer alguma poupança depois de 1ode outubro - afirmou o presidente do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral.

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Terça, 23 de Setembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

Pobres pagam mais impostos que ricos

O livro “A Escalada da Reforma Tributária”, de Gustavo Patu (jornalista e coordenador de economia da sucursal da Folha em Brasília” explica a distorsão causada pela cobrança de tributos indiretos (aqueles embutidos nos bens de cosumo).

A extinção desses impostos tiraria milhões de brasileiros da pobreza, aponta estudo do Ipea feito em 2008.
“Na tributação sobre o consumo, quanto menor a renda, maior será a parcela tomada pelo Estado”, explica o jornalista, autor do livro, disponível no site da Publifolha.
Este livro é uma verdadeira Bíblia par ao combate à injusta carga tributária que pesa sobre todos nós.

Leia abaixo a reprodução de trecho do livro e entenda por que os pobres pagam mais impostos que os ricos no Brasil.
*
Milionários, ricos, remediados e emergentes percebem as distorções do sistema tributário brasileiro, mesmo quando têm coisas mais divertidas em mente, ao fazer compras em Miami ou algum outro destino turístico nos EUA. Podemos não conhecer a miríade de tributos indiretos embutidos aqui no preço de uma calça jeans ou um aparelho de DVD, mas é fácil notar que os produtos de lá são muito mais baratos, e a diferença é maior quanto mais sofisticado for o artigo comprado. A carga tributária americana não apenas é bem menor que a brasileira, mas também concentrada em tributos diretos, sobre a renda e, em proporções bem menores, a propriedade. Os tributos sobre o consumo, que respondem por metade da arrecadação no Brasil, são apenas 17% da receita pública nos EUA. Lá, essa modalidade praticamente se limita às sales taxes, cobradas pelos governos locais apenas nas vendas do varejo e cujo valor - como todo turista já pôde testemunhar - é informado sem rodeios ao consumidor.
Na Europa desenvolvida, a tributação do consumo é mais importante na arrecadação, mas nada que se aproxime do padrão brasileiro. Na Suécia, terceiro lugar na Copa de 1994 e campeã mundial de carga tributária, os impostos embutidos nos preços dos bens e serviços são apenas um quarto da arrecadação do governo, mesma proporção da França, Bélgica, Itália e Suíça. Na casa dos 30%, 35%, estão Reino Unido, Holanda, Finlândia e Dinamarca. No topo da lista, Islândia, Portugal e Eslovênia chegam aos 40%. No resto do mundo desenvolvido, a proporção fica pouco abaixo dos 20% no Japão, dos 30% na Austrália e dos 35% na Coréia do Sul; no Canadá, são 25%. Os percentuais eram bem mais altos 50 anos ou um século atrás; a arrecadação baseada na tributação direta da renda é uma tendência recente na história e só está consolidada nos países mais ricos, onde, é óbvio, há mais renda. Tributar a renda não é só mais difícil politicamente: também exige mais burocracia, mais funcionários, mais fiscalização.
Por isso, ainda é comum encontrar nos países das regiões menos prósperas do mundo governos que se mantêm graças à tributação indireta. O que não há nessas regiões é um Estado tão grande como o brasileiro, que consome mais de um terço da renda nacional. Com uma tributação sobre o consumo equivalente a algo como 18% do PIB, o país só tem alguns poucos e exóticos rivais no planeta, casos da semigelada Islândia e da turbulenta Turquia.
As conseqüências dessa anomalia não se resumem às bugigangas trazidas pelos turistas dos EUA ou à muamba dos sacoleiros que chegam do Paraguai. Os produtos nacionais, mais caros, perdem mercados no exterior, em especial os mais elaborados, que passam por diversas etapas de produção. Também é mais difícil comprar máquinas, veículos e equipamentos destinados a ampliar a capacidade produtiva do país, apesar do consenso geral contrário à tributação dos investimentos. Pequenos varejistas se tornam camelôs para escapar dos tributos; grandes estabelecimentos contratam escritórios especializados em busca de brechas na legislação. Um estudo conduzido pelo Banco Mundial e pela PricewaterhouseCoopers apontou que, no Brasil, empresas de médio porte gastam em média 2.600 horas por ano com a papelada necessária para o pagamento de impostos e contribuições. Em segundo lugar no ranking global, com 2.085 horas, vem a Ucrânia, uma ex-república soviética.
Mas não são os empresários quem têm mais a reclamar. Nem os ricos. Do milionário ao miserável, a tributação direta é decrescente. O primeiro está sujeito a um Imposto de Renda muito próximo do teto de 27,5%; o segundo não paga nada; entre um e outro, a combinação de alíquotas e deduções garante um sistema progressivo de tributação, no qual quem pode mais paga mais, e não apenas em valores absolutos - os mais abonados também têm de sacrificar uma parcela maior de seus ganhos para manter o Estado. Na tributação sobre o consumo acontece o exato oposto: quanto menor a renda, maior será a parcela tomada pelo Estado. Quem compra um par de sapatos por R$ 40 está pagando algo como R$ 16 em impostos e contribuições, seja qual for sua condição social. Para um grande banqueiro, é virtualmente nada; para o funcionário que recebe o maior salário autorizado no serviço público brasileiro, trata-se de 0,07% de sua renda mensal; para a empregada doméstica são 3,9% do salário mínimo; para a mãe de cinco crianças e adolescentes em situação de extrema pobreza são 9,3% do maior benefício pago pelo programa Bolsa Família.
Um estudo divulgado pelo Ministério da Fazenda em 2003 apontava que os 10% mais pobres da população destinavam perto de 30% de sua renda ao pagamento de tributos, indiretos na quase totalidade; para os 10% mais ricos, a tributação total, direta e indireta, não chegava a um quarto da renda. Números diferentes foram obtidos por outros estudos e outras metodologias, nenhuma delas capaz de calcular com precisão indiscutível o peso de todos os tributos, alíquotas e regras existentes. De consensual, sabe-se que os pobres brasileiros arcam com um custo desproporcionalmente alto para o financiamento do Estado e dos programas sociais que, ao menos em tese, deveriam beneficiá-los em primeiro lugar.
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“A Escalada da Carga Tributária”
Autor: Gustavo Patu
Editora: Publifolha
Páginas: 72
Quanto: R$ 12,90
Onde comprar: nas principais livrarias, pelo telefone 0800 140090 ou pelo site da Publifolha

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Sábado, 20 de Setembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - , ,

É bom lembrar

A internauta Joanna perguntou onde pode ver quem votou a favor da CPMF no ano passado, quando o futuro da contribuição foi decidido no Congresso.
Pois vamos lá! Porque sempre é muito importante lembrar. Afinal, daqui a pouco terminam as eleições e a CSS volta a ser debatida no Congresso.

Lista dos deputados
Lista dos senadores

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Sábado, 20 de Setembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

Marco Maciel faz alerta

O senador Marco Maciel (DEM-PE) afirmou que a carga tributária subirá novamente neste ano, devendo passar dos 37% do produto interno bruto (PIB), contra 36,08% no ano passado. Ele observou que o percentual coloca o Brasil como vice-campeão mundial de impostos, ficando abaixo apenas da Dinamarca – país onde os serviços prestados pelo Estado são de elevada qualidade. A projeção é do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), segundo o qual a carga tributária chegou, no primeiro semestre, a 37,27%. “O brasileiro deve pagar neste ano 1 trilhão de reais em impostos”, disse o senador. Maciel lembrou que, na média, os cidadãos brasileiros trabalham quatro meses para pagar impostos e outros quatro meses para bancar, com o próprio salário, serviços que deveriam ser oferecidos pelo Estado, como educação, saúde e segurança.
Fonte: Jornal do Senado

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Terça, 16 de Setembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

Carga tributária de 37,3% do PIB é novo recorde semestral, diz estudo

Folha de São Paulo

Para um PIB de R$ 1,383 tri, contribuintes pagaram R$ 515,36 bi em tributos
Mais uma vez, a carga tributária voltou a registrar recorde no Brasil. No primeiro semestre deste ano, os contribuintes pagaram R$ 515,36 bilhões em tributos aos três níveis de governo, valor 15,9% superior aos R$ 444,66 bilhões arrecadados de janeiro a junho de 2007.
A carga tributária é a soma dos tributos federais, estaduais e municipais pagos por todos os contribuintes no país. Como o PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro semestre foi de R$ 1,383 trilhão, a carga tributária no período foi de 37,27%, ou 1,24 ponto percentual superior aos 36,03% do mesmo período do ano passado.
O cálculo é do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), entidade que reúne profissionais do setor que se dedicam a estudos tributários de natureza institucional, setorial e empresarial.
A Receita Federal não divulga a carga tributária por semestre, mas apenas uma vez por ano. Para o fisco, “na literatura técnica especializada, bem como nas divulgações de órgãos oficiais ou não, predomina o uso da periodicidade anual para o cálculo da carga tributária em todo o mundo. Isso porque o ciclo econômico, que afeta a mensuração do PIB e a base imponível dos impostos, dá-se ao longo de um ano”.
Clique aqui para ler mais

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Segunda, 15 de Setembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

Impostos que você não vê

De acordo com o Jornal do Brasil de domingo (14), a cada produto ou serviço o brasileiro chega a bancar 25 taxas embutidas no preço. “Poucos se dão conta, mas os bolsos dos brasileiros estão envolvidos numa vasta teia de tributos invisíveis. Ao comprar um produto ou serviço, o consumidor leva junto uma carga que pode chegar a 25 impostos. Não aparecem nas etiquetas, mas tornam os preços até 70% mais caros. Com a ajuda de especialistas, o JB faz simulações de despesas. A face explícita do sistema tributário do país é a complexidade e a deficiência, informam estudiosos, para quem a falta de transparência maquia o valor real dos tributos cobrados no país”

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Quinta, 11 de Setembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - , ,

Arrecadação em 2008 deve ser 12,75% maior do que em 2007

 

No ano passado foram arrecadados R$ 926,842 bilhões e a estimativa para esse ano é de R$ 1,045 trilhão
Os números são do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário). Com um novo recorde, a arrecadação chega na casa do TRILHÃO DE REAIS.
A marca de mais de R$ 700 bilhões em tributos pagos pelos brasileiros foi superada nesta segunda-feira (8). O total corresponde a toda a receita recolhida pelos municípios, estados e União, desde o primeiro minuto de 2008.
Os valores arrecadados podem ser consultados no www.impostometro.com.br.

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Quarta, 10 de Setembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

Culto da pobreza

PARA PENSAR…

Correio Braziliense

Estudo do Banco Mundial sobre estímulos para empreender põe Brasil em 125º lugar entre 181 países.(…) O milagre coreano se resume a quatro componentes: coesão política pelo desenvolvimento, apoio total ao espírito empresarial, o pleno emprego e investimento maciço em educação, começando pela básica e concluindo pela excelência na área de exatas.
Compare-se tal exemplo com o Brasil. A educação só agora começa a entrar na agenda oficial, ainda assim priorizando o terceiro grau. A burocracia de Estado é mais valorizada que o empreendedor. Toma-se o que a terra dá como dádiva. O tema do momento é o petróleo do pré-sal, uma riqueza apresentada pelo governo como obra da sorte.
É o desenvolvimento de pernas para o ar, como se estampa na sexta edição anual do Doing Business — primoroso estudo do Banco Mundial sobre as facilidades, ou dificuldades, para os negócios no mundo. A nova versão pesquisou 181 países e dez indicadores sobre a vida de uma empresa, do tempo para abri-la à complexidade dos impostos.

Clique aqui para ler na íntegra

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Segunda, 8 de Setembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

Imposto perverso

De Figuras

Correio Braziliense

Cobrança funciona como Robin Hood às avessas: os que ganham menos comprometem mais a renda com tributos do que as pessoas das classes abastadas. Proposta de reforma tributária não corrige distorção



Quase metade dos impostos arrecadados, nas esferas federal, estadual e municipal, tem origem na cobrança sobre o consumo. Essa forma de recolhimento, baseada em tributos embutidos no preço de produtos e serviços, torna o regime brasileiro um dos mais injustos do mundo. Como o imposto é igual para todos, quem ganha mais compromete uma parcela da renda menor do que quem recebe menos. Em outras palavras, o contribuinte pobre paga proporcionalmente mais imposto do que o endinheirado. Isso reforça a desigualdade social.

Segundo estimativas citadas pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ), famílias que ganham até dois salários mínimos arcam com impostos equivalentes a 48% de sua renda. Em contraposição, as que têm rendimento maior que 30 salários destinam só 26% dos rendimentos para pagar os impostos invisíveis. “Quem ganha pouco consome tudo e acaba sendo mais prejudicado. Já os mais ricos conseguem poupar e sofrem relativamente menos com os impostos sobre o consumo”, afirma Dornelles, ex-ministro da Fazenda.


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Cafezinho amargo

Pouca gente tem consciência de que, da forma como se estruturou ao longo dos anos, o sistema funciona como um Robin Hood às avessas, transferindo renda dos pobres para as classes média e alta. Não é o caso do arquiteto Célio Biavati. Ele sabe que está submetido a uma carga menor do que a da sua faxineira diarista, Maria de Fátima Mendes.

Maria, entretanto, ignora a situação. Tímida, ela admite que não tem familiaridade com o conceito de impostos. Como seus rendimentos mensais ficam abaixo do limite de isenção (R$ 1.372,81), nunca se importou em saber sobre o Imposto de Renda (IR).

Maria mora em Arapoanga, bairro de Planaltina, numa casinha construída em regime de mutirão. Faz faxina em seis apartamentos no Plano Piloto e pega dois ônibus para chegar aos locais de trabalho. Sua renda complementa a do marido, que é carregador. Tudo o que a família recebe é revertido para as compras de supermercado, pagamento das contas de luz, água e do gás e para as despesas dos três filhos — o quarto está a caminho. Mesmo sem saber, quando compra um quilo de açúcar, recolhe aos cofres públicos 30,37% do preço em impostos. No café, o recolhimento é de 20%.

Com condições de vida incomparavelmente melhores, Biavati adoça o seu café pagando o mesmo percentual de impostos. Como ganha mais, compromete um total menor da sua renda com os impostos sobre o consumo. O arquiteto mora na Asa Sul, consegue proporcionar conforto à mulher e aos dois enteados que moram com ele e ainda sobra algum dinheiro para o lazer e a poupança. Os três computadores da casa foram comprados sob uma carga tributária de 31,61% cada um. Cada pacote de fraldas descartáveis que a sua neta recém-nascida usa leva embutidos 54,75% em tributos.


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Cesta básica


As estimativas da carga tributária de cada produto foram feitas pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). A página da entidade na internet (www.ibpt.com.br) tem uma lista de quase 500 produtos, além de uma calculadora em que os contribuintes podem saber quanto pagam em impostos embutidos. “Em média, a taxação é de 30% a 40%. Alguns poucos produtos, principalmente alimentos, têm carga menor não por causa do governo federal, mas porque muitos estados isentam a cesta básica do recolhimento do ICMS”, assegura o diretor-técnico do instituto, João Eloi Olenike.

Segundo seus cálculos, cerca de 70% da carga tributária nacional vem da cobrança sobre salários, faturamento das empresas e produção. “O ideal seria que a tributação recaísse sobre o lucro e o patrimônio, que é riqueza já formada”, afirma. A carga tributária está girando por volta dos 38% do Produto Interno Bruto (PIB). Olenike é favorável à idéia de discriminar, nas notas fiscais, a quantidade de imposto embutido em cada produto.

Existe um consenso de que o sistema tributário precisa de uma reforma que diminua seu efeito regressivo. Segundo Dornelles, a proposta de reforma tributária trata apenas da repartição das receitas tributárias entre os entes da federação, não reduzindo a injustiça social inerente ao regime atual.

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Sábado, 6 de Setembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

Brasileiro paga R$ 700 bilhões em impostos em entre janeiro e agosto

O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo vai registrar na manhã da próxima segunda-feira que os brasileiros pagaram R$ 700 bilhões em impostos municipais, estaduais e federais em 2008. No ano passado, o equipamento atingiu o mesmo valor somente em 11 de outubro, ou seja, 33 dias mais tarde. Em 2006 esse valor foi obtido em 11 de novembro.
A estimativa da associação é que o Impostômetro ultrapasse, pela primeira vez, a marca de R$ 1 trilhão até o fim de 2008. Em 2007 foram marcados R$ 921 bilhões; em 2006, R$ 812,7 bilhões; e em 2005, ano da inauguração do painel, R$ 731,8 bilhões.
O presidente da entidade, Alencar Burti, afirmou estar preocupado com o avanço na arrecadação de impostos, pois retira recursos do setor privado para o Estado “sem a melhoria desejada nos serviços prestados ao contribuinte”.
“Se os governos em todos os seus níveis adotarem um estilo de gestão empresarial, visto que hoje a concorrência não é mais apenas entre empresas, mas entre países, e aproveitando as perspectivas favoráveis geradas pelas descobertas de petróleo no pré-sal, teremos uma chance real de ver o Brasil ingressar realmente no rol das economias desenvolvidas”, argumentou Burti.
O Impostômetro está instalado no prédio da Associação Comercial de São Paulo, na rua Boa Vista, 51, centro. Na internet, é possível visualizar no endereço: www.impostometro.com.br

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Sexta, 5 de Setembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria - ,

Inflação reduz ganhos de trabalhadores

De Figuras

da Folha de São Paulo

Segundo o Dieese, a parcela das negociações salariais com ganho real no primeiro semestre é a menor em dois anos
Levantamento mostra que 73,5% das categorias conseguiram aumento superior à inflação; um ano antes, haviam sido 87,1%


O aumento da inflação reduziu o número de categorias trabalhistas que obtiveram reajustes reais ou a reposição da alta de preços no primeiro semestre do ano. Das 309 negociações acompanhadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) no período, 12,3% obtiveram a reposição do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), enquanto 73,5% lograram aumentos maiores e 14,2% tiveram que se contentar com reajustes menores. Em 2007, 87,1% haviam obtido aumento superior ao INPC, 9,5%, igual, e 3,4%, abaixo do índice.
“A explicação para essa queda está justamente na inflação, que passou do patamar médio de 4% no ano passado para o de 6%”, diz José Silvestre Prado de Oliveira, coordenador técnico do Dieese. “Fica mais difícil alcançar aumentos reais.”

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Quarta, 3 de Setembro de 2008

Postado por: Xô Imposto | Categoria -

Como vencer a pobreza e a desigualdade

PÁTRIA MADRASTA VIL

Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência… Exagero de escassez… Contraditórios?? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.
Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições.
Há quem diga que ‘dos filhos deste solo és mãe gentil.’, mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.
A minha mãe não ‘tapa o sol com a peneira’. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.
E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro PACote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra… Sem nenhuma contradição!
É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!
A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)… Mas estão elas preparadas para isso?
Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um gov